12 agências bancárias fecharam as portas em Sergipe

Algumas foram explodidas ou incendiadas e até hoje não reabriram.

SERGIPE – Na última semana agências bancárias foram explodidas por bandidos no município de Umbaúba. A ação aconteceu durante a madrugada da quinta-feira, 02, quando unidades de bancos sofreram os ataques dos criminosos, onde dois vigilantes acabaram servindo como reféns. Esse foi o primeiro caso de ação de marginais contra agências bancárias em Sergipe, e uma tentativa foi frustrada pela Polícia Civil de Sergipe, no município de Simão Dias há cerca de um mês.

Em 2018, três casos foram registrados, onde os autores foram identificados e presos. No entanto, nos últimos três anos, 12 agências bancárias fecharam as portas no estado por atos criminosos e por decisões dos próprios bancos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), Sergipe está numa linha diferente de todos os estados do Nordeste, quando na Bahia ou Ceará, praticamente uma ou duas explosões acontecem por semana, enquanto em Sergipe a primeira foi registrada somente no mês de maio esse ano. Ainda assim, o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb) manifesta preocupação com a ameaça dos próprios bancos de decidirem fechar as agências bancárias em casos de retomada de incêndios e ou explosões de caixas eletrônicos e cofres.

“Especificamente em Sergipe, das unidades sinistradas desde o ano de 2015, duas agências do Banco do Brasil não foram reabertas, nos municípios de Macambira e São Domingos. Semana passada, a presidenta do Sindicato, Ivânia Pereira, solicitou ao secretário do Estado da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, audiência para conversar sobre os episódios de incêndios criminosos dentro de agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal na capital sergipana”, informa o Sindicato.

Além disso, também foi solicitado informações a respeito do funcionamento do Comitê de Segurança Bancária de Sergipe. O Seeb acredita numa política para redução de agências. Nos últimos anos, segundo o sindicato, na capital sergipana foram fechadas  12 unidades bancárias, entre agências e pontos de serviços. Foram fechadas três agências do Banco do Brasil (bairro Santo Antônio, Desembargador Maynard/Ivo do Prado e também na Coelho e Campos).

Foram encerradas agências do Banese (Ponto Novo e João Pessoa), além das Agências de Negócio (Augusto Franco e Shopping Jardins) e dos Postos (Bugio, Cohidro e Seplan). Uma agência do Bradesco no bairro Siqueira Campos também foi fechada. Do Itaú, foram fechadas nos últimos anos, as agências da Avenida Rio de Janeiro e da Hermes Fontes.

“As autoridades públicas precisam se empenhar para impedir que os bancos penalizem a população da capital e das cidades do interior quando desativam as tradicionais agências e pontos de serviços obrigando, por exemplo, aos clientes e usuários a ter que se deslocar para outros bairros e ou cidades vizinhas a fim de realizar o atendimento bancário. Essa política de redução de agências coloca em risco essas pessoas que têm de transitar com valores sacados. Além disso, esse fato afeta também o comércio dessas localidades que ficam desassistidos pelos bancos”, afirma Ivânia Pereira.

“Precisamos nos unir para que a população de bairros populares não seja desassistida do serviço bancário e que o conjunto da população não continue sofrendo com as filas quilométricas dentro das agências”, ressaltou Ivânia.

 

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