160 mil pessoas buscaram atendimento no Huse em 2018

Dados consolidados ilustram com clareza este quadro obtido.

Dados consolidados ilustram com clareza este quadro obtido em relatório emitido pelo Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), do Ministério da Saúde (MS)
Faltam onze dias para encerrar o ano de 2018 e o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), o maior hospital público do estado, já registrou em suas estatísticas quase 160 mil atendimentos. Dados consolidados ilustram com clareza este quadro obtido em relatório emitido pelo Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), do Ministério da Saúde (MS). A unidade, gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), é porta aberta para atendimento ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).

O hospital, que é referência em todo o estado, e dispõe de um grande parque tecnológico, além da capacidade técnica dos servidores que atuam diariamente com o objetivo de salvar vidas, atende também pacientes oriundos de estados vizinhos como Bahia, Alagoas e Pernambuco. O Huse dispõe do Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), adotado para melhorar a dinâmica de atendimento dos pacientes, de acordo com a gravidade do caso.

Para se ter uma ideia dos atendimentos realizados no Huse, o Pronto Socorro do hospital, principal porta de entrada desses usuários, realiza os mais diversos atendimentos, entre clínicos, cirúrgicos, ortopédicos, oncológicos, pediátricos, entre outros procedimentos. O maior destaque é a ortopedia, que registrou 18.316 casos atendidos nesse período, com cerca de 2.071 internações.

A Sala de Sutura também registrou um número de atendimentos significativo. Foram 20.884 atendimentos e desse total, 4.290 precisaram ficar internados para outros procedimentos. O consultório do otorrino recebeu 4.815 usuários do serviço, já o consultório do Oftalmo registrou 4.987 pessoas atendidas. Os Ambulatórios de Oncologia, Radioterapia, Quimioterapia, Nutrição, Retorno e Fisioterapia, somaram 38.235 atendimentos e reavaliações aos usuários do SUS.

Diariamente, a demanda do Huse é grande. São 600 leitos entre clínicos, UTI e cirúrgicos e cerca de mil pessoas circulando no hospital por dia. A Área Azul do PS adulto, considerada de baixa complexidade presta assistência a população e sempre se mantém superlotada. Para se ter uma ideia, nesse período de (01 de janeiro a 19 de dezembro) foram registrados 43.350 atendimentos a esses pacientes que em sua maioria poderiam ir para a rede básica de saúde.

Desse total, 6.534 pacientes ficaram internados, o que comprova que a maioria dos casos eram de baixa complexidade e deveriam ir para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) e assim desafogar o Huse. De acordo com o Superintendente do Huse, Darcy Tavares, o trabalho não para e ainda há muito a ser feito. “Temos muito trabalho para fazer, a Área Azul é um foco de demanda espontânea. Estamos trabalhando e precisamos da ajuda de todos que compõem a rede hospitalar e ambulatorial do estado”, disse.

No Hospital Pediátrico Drº José Machado de Souza, o Pronto Socorro infantil totalizou durante esse período 27.391 atendimentos aos pequenos pacientes. Desse total, 3.292 crianças ficaram internadas para novos procedimentos e exames.

Motivos de Internação

São diversos os motivos que levam um usuário do SUS a procurarem atendimento no maior Pronto Socorro do Estado. Durante esse ano, foram registrados 708 vítimas envolvidas em acidentes automobilístico, além de 5.040 acidentes motociclístico, 736 vítimas de agressão física, 1.163 vítimas de AVC, 6.657 vítimas de dor abdominal, 3.901 vítimas de dor de cabeça, 7.292 pessoas com sintomas de febre, 9.471 vítimas de queda, 569 vítimas de arma branca, 809 vítimas de arma de fogo, além de outros atendimentos.

A costureira Miriam Maria Silva, 57, procurou atendimento para o filho que reclamava de dor abdominal há três dias. Depois de medicar o jovem por conta própria em casa e sem sucesso, ela resolveu procurar ajuda médica no Huse. “Eu vim direto para o Huse porque sei que aqui o atendimento é certo e ele ainda vai fazer exames. Todo mundo reclama que demora o atendimento mas é o único hospital completo de todos os exames que a gente precisa. Tenho fé em Deus que ele vai sair melhor do que quando chegou”, afirmou.

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