“A esquerda não sabe ouvir, mas quer ser ouvida. Que democracia é essa?”, diz Emília Correa

O ato é legitimo, mas a maneira que ocorreu é que foi errada.

ARACAJU/SE – O questionamento feito pela vereadora Emília Corrêa (Patriota) durante discurso na Sessão Ordinária desta terça-feira, 7, surgiu após o tumulto e protestos que marcaram a solenidade de entrega de títulos de cidadã aracajuana e sergipana a Ministra de Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Silva, na semana passada. A parlamentar esteve na solenidade e repudiou a falta de educação durante a manifestação. O ato é legitimo, mas a maneira que ocorreu é que foi errada.

“O que ela sofreu foi um tipo de violência. Não estou defendendo a Ministra da Mulher, estou me referindo ao tumulto porque estava presente na solenidade. Foi feio e constrangedor. Uma mulher, autoridade, não conseguiu praticamente falar. Antes de ser ministra, ela tem uma história aqui em Sergipe e tem que ser respeitada. Se não concorda, não precisa comparecer e nem aplaudir. Um povo que se diz defensor da democracia, mas não sabe ouvir”, declarou a vereadora.

Ainda de acordo com a vereadora Emília Corrêa, o que aconteceu na Assembleia Legislativa (Alese) serve como reflexão no que diz respeito à condução dos trabalhos legislativos. “O que eu vi foi uma presidência inoperante e descumprimento do Regimento Interno. A mesma desordem que acontece aqui nesta Casa. Um grupo tão pequeno, gritando palavras de ordem a todo instante, tumultuando a Sessão e ninguém fez absolutamente nada”, afirmou.

Por Andrea Lima

FOTO: Gilton Rosas

 

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