A receita para sobreviver após a morte da minha mulher: um desenho por dia

Gary Andrews, cuja esposa morreu repentinamente de sepse no ano passado, compartilha o luto por meio de ilustrações.

Como lidar com a morte inesperada de uma companheira que caminhou 19 anos ao seu lado?

Gary Andrews, de 57 anos, se viu diante desta questão quando sua esposa Joy, de 41 anos, morreu subitamente há quase um ano.

O britânico descobriu que, para ele, a resposta é desenhar – uma ilustração por dia, para ser mais preciso.

Animador e ilustrador, Gary trabalhou para a Disney e para a série britânica Fireman Sam. Ele estreou seu diário de ilustrações, que compartilha nas redes sociais, em 2016, quando completou 55 anos.

Na era digital, ele diz que sentia falta de rabiscar o papel com a caneta, assim, resolveu “fazer disso um hábito”.

“Antes de dormir, criava pequenos desenhos baseados em algo que havia acontecido naquele dia”, conta.

Mas essa rotina ganhou um significado maior quando sua mulher, com quem ele vivia em Surrey, no Reino Unido, com um casal de filhos, morreu de sepse.

Estes foram seus primeiros desenhos após a morte dela, em 27 de outubro de 2017:

A semana tinha começado com Joy acenando para ele no Aeroporto de Heathrow, em Londres, quando ele embarcou para uma viagem de trabalho para o Canadá.

Após se sentir mal por alguns dias com sintomas semelhantes aos de uma gripe, Joy foi levada ao hospital na quinta-feira com suspeita de infecção nos rins, mas sua condição piorou rapidamente.

Na sexta-feira, às 3h15, ela morreu de falência múltipla dos órgãos causada por infecção generalizada. Gary, que estava na sala de embarque do aeroporto em Vancouver à espera de um voo de emergência, foi avisado quando pousou no Reino Unido.

Ele havia perdido a mulher com quem estava casado havia tanto tempo, a pessoa que ele descreve como sua melhor amiga e mãe de seus dois filhos – Lily, então com 10 anos, e Ben, que estava com sete.

Os desenhos eram algo que eles costumavam compartilhar.

“Quando Joy morreu, virou uma espécie de terapia para mim.”

“Pensei que deveria continuar porque costumávamos fazer isso todas as noites, então, depois que ela morreu eu não quis parar, porque representa quem eu sou e me ajuda a pensar sobre o que aconteceu naquele dia.”

Fonte: G1

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