Abates: Pesquisador diz que Embrapa tem soluções práticas

Sobre soluções práticas e moduladas para o abate de animais, com custos em torno de 20 mil reais.

SERGIPE – O pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Suínos e Aves do Estado de Santa Catarina, Élsio Figueredo, esteve na manhã desta quinta-feira, 28 na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) e falou sobre soluções práticas e moduladas para o abate de animais, com custos em torno de 20 mil reais.

Atendendo convite do deputado Zezinho Sobral (PODE) para proferir uma palestra sobre os abatedouros e frigoríficos, ele lembrou que o Estado de Sergipe tem uma produção animal muito importante e a maior dificuldade que se tem hoje, são os pequenos empreendimentos na parte do abate e processamento de animais como aves, suínos, ovinos, caprinos e bovinos.

“Essa atividade está normatizada no Brasil todo na parte de meio ambiente e de serviços de inspeção. Os Estados trabalham a parte normativa do meio ambiente, não são os municípios, que também podem, mas a legislação está no comando do Estado. O nosso trabalho é pesquisar soluções para pequenos empreendimentos de abates que atendam uma legislação vigente no Brasil, soluções não apenas por parte da Embrapa, mas do governo brasileiro, que faz projetos de desenvolvimento com pequenas comunidades para que possam ir ao comércio  nas condições de igualdade com outros alimentos”, explica.

Élsio Figueredo destacou que o desafio da Embrapa é gerar informações que possam ser utilizadas na política pública regional ou federal, para melhorar as condições do pequeno empreendedor e das novas gerações que estão se formando e querendo montar uma empresa pequena.

“Na parte de abates nós temos algumas soluções práticas, moduladas e pré-fabricadas, dentro do que diz a norma e que facilitam a instalação de um abatedouro a exemplo de câmeras frias”, ressalta destacando a importância dos ralos sifonados e de soluções para as feiras, a exemplo de salas de abates com sistema de refrigeração de carcaças de frangos e esterilização de facas, tanques de sangrias, escaldadeiras e depenas.

O pesquisador acrescentou que os locais precisam fazer o licenciamento, a parte de tratamento dos resíduos sólidos e dos efluentes líquidos, de acordo com a legislação local. “O que foi encomendado deve sair de acordo com o que foi projetado, para que possa ser aprovado”, diz.

Por Aldaci de Souza

FOTO: Jadilson Simões

 

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