ALESE: Procuradoria alerta homens sobre violência às mulheres

De acordo com a presidente da Procuradoria da Mulher da Alese, deputada Goretti Reis.

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SERGIPE – Em mais uma ação da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa de Sergipe, aconteceu na manhã desta quinta-feira, 5, no auditório da TV Alese, uma palestra sobre a campanha pelos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A palestrante foi a delegada de polícia, Ana Carolina Machado Jorge, lotada no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) do município de Lagarto.

De acordo com a presidente da Procuradoria da Mulher da Alese, deputada Goretti Reis (PSD), o evento, voltado para os homens, conta com o apoio do presidente da Alese, deputado Luciano Bispo (MDB).

“Agradecemos o empenho do presidente da casa em querer estruturar a Procuradoria da Mulher, suprindo com recursos humanos para que a gente possa desempenhar um bom trabalho. Estamos atuando desde 2018 para fazer toda uma diferença junto às mulheres que são vítimas da violência. Fico feliz com a presença dos homens nesse evento porque precisamos envolvê-los no sentido de acabar com atitudes machistas e conscientizar as escolas a trabalhar essa questão desde cedo junto às crianças”, destaca.

A coordenadora da Procuradoria da Mulher, Rosimeire Santos, afirmou que os integrantes estão buscando o possível e o impossível para coibir a violência contra a mulher. “Eu acho que o ator principal para acabar com esse tipo de violência é o homem e tenho certeza que todos os homens que estão participando dessa palestra, querem combater a violência e vão nos ajudar nesse trabalho de formiguinha”, acredita.

Violência Gênero

Na palestra, a delegada Ana Carolina enfatizou a necessidade de respeitar a condição da mulher. “Precisamos respeitar a mulher como um todo, na questão do gênero feminino, do ser mulher. Não só a mulher do sexo feminino, mas a mulher trans, aquela pessoa que nasceu num corpo masculino, mas que se reconhece, se comporta e se identifica como mulher. Se nós mulheres ainda sofremos tantos preconceitos, imagine a mulher trans, que vive na marginalidade, é destratada e sequer tem o nome social. Precisamos fazer uma reflexão sobre elas”, entende.

Sobre os papéis de gênero, a delegada destacou as tarefas historicamente e culturalmente atribuídas às mulheres.“Então, a mulher é para lavar roupas, limpar a casa, cuidar dos filhos, boa mulher, sair para trabalhar, ser competente, enfim, fazer múltiplas coisas. E quando ela não aceita se submeter a esses papéis de gênero e não obedece, ai nascem esses conflitos e os homens costumam resolver esses conflitos com a força física. Não é à toa que a maioria dos homens morre na rua e a maioria das mulheres, morre em casa”, ressalta acrescentando que os homens precisam refletir como estão transformando os lares que eles vivem em lugares mais inseguros para as mulheres.

Ana Carolina disse ainda que a maioria das mulheres que morrem, é formada por aquelas que não procuraram ajuda e não registraram boletins de ocorrência. “Com isso, o DAGV de Lagarto traz uma alternativa, mais uma solução para trabalhar a violência de gênero, ou seja, trabalhamos a violência contra a mulher, na rua; e a violência doméstica e familiar”, destacando o projeto da mediação de conflitos, que conta com apoio da Universidade Federal de Sergipe, através do curso de terapia ocupacional, que trabalha a parte afetiva, orienta e empodera.

“No projeto, verificamos também os problemas que envolvem o homem: o alcoolismo, a droga, a não aceitação de que mulher seja a provedora do lar, o ciúme patológico e até mesmo um abandono sofrido na infância pelas mães. A intenção não é fazer com que a mulher se ache melhor do que o homem, mas em pé de igualdade”, alerta lamentando a não existência de Institutos Médicos Legais no interior e nem de ambulatórios de gêneros nos hospitais regionais (como existe na UFS de Lagarto).

O presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa de Sergipe (Sindalese),  Antônio Geraldo da Silva disse entender que os homens precisam participar cada vez mais desse tipo de evento.

“Mesmo não estando praticando esse tipo de violência em casa ou na rua, é importante que os homens sejam um disseminador das ideias perante os colegas e os amigos que em momentos de infelicidade, praticam atos de violência contra as suas esposas, as suas filhas e a gente deve passar para a sociedade que o ser humano tem que viver com harmonia, seja mulher, homem, homossexual, transexual”, entende.

Por Aldaci de Souza – Rede Alese

FOTO – Cristina Rochadel e Sandra Cavalcante

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