APAE: Não só de sorrisos vive a APAE Lagarto

A instituição passa por dificuldades constantes e o contato afetivo com os educandos é que tem revigorado os profissionais que há anos batalham para, ao menos, conseguirem fechar a folha de pagamento.

LAGARTO/SE – alguns meses ocorreu a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla – ela ocorre todos os anos durante o período de 21 a 28 de agosto e tem como principal frente as APAEs de todo o país. Em Lagarto, as atividades tiveram desde ações de rua até apresentações na própria instituição. Outro momento bastante explorado pela equipe da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) na cidade é o 7 de setembro.

Entretanto, apesar dos sorrisos e fantasias, a instituição passa por dificuldades constantes e o contato afetivo com os educandos é que tem revigorado os profissionais que há anos batalham para, ao menos, conseguirem fechar a folha de pagamento de cada mês. É o que conta ao O Papa-Jaca, Josefa Lucineide, também conhecida como Ninha; ela trabalha há 26 anos initerruptos com a APAE e diz também que, assim como os demais profissionais da instituição, “quando você entra, você precisa ter certeza de uma coisa: Vai ter que ser multi-uso. Fazer de tudo um pouco”.

Erinaldo estuda na associação desde sua fundação. (Fotojornalismo/OPJ)

Apesar de ser uma organização social que em seu próprio nome explicita a necessidade do apoio por parte de pais e mães, dona Ninha fala sobre como esta tem sido uma realidade distante: “São poucos os que realmente se importam e, muitas das vezes, muitos pais não tem conhecimento que aqui [a APAE] é importante pra eles. Tem aluno que o único lazer deles é aqui, conosco”.

A problemática se expande, inclusive, à questão financeira. Os excepcionais recebem um beneficio por invalidez que gira em torno de um salário mínimo e, entre os gastos gerados pela instituição, o veículo que leva os alunos de sua casa à APAE seria o mais caro, mas, mesmo com o salário-benefício, Ninha diz que há familiares que relutam em contribuir com o carro. “É a única coisa que a instituição pede, porque, infelizmente, não temos como arcar com esse gasto”.

Quando chegamos na APAE para entrevista, nossa equipe foi recebida com abraços e muitos sorrisos dos estudantes. Entre as turmas que na segunda-feira da visita estiveram reunidas na sala de artes, conhecemos o Erinaldo – diagnosticado com deficiência mental leve. Ele estuda na associação desde sua fundação e hoje tem 31 anos. Conversamos com ele, mas, este será assunto para outra matéria, o que importa aqui é que foi ele quem nos levou até a sala onde Lucineide ensina os excepecionais a pintar. Antes ele havia nos mostrado a sala onde ficava na maior parte do tempo – de Atividade de Vida Diária (AVD) – cheio de orgulho e sem parar de dizer entre sorrisos que aquela era “minha sala”.

Assista, abaixo, ao vídeo:

Quando chegamos na APAE para entrevista, nossa equipe foi recebida com abraços e muitos sorrisos dos estudantes. Entre as turmas que na segunda-feira da visita estiveram reunidas na sala de artes, conhecemos o Erinaldo – diagnosticado com deficiência mental leve. Ele estuda na associação desde sua fundação e hoje tem 31 anos. Conversamos com ele, mas, este será assunto para outra matéria, o que importa aqui é que foi ele quem nos levou até a sala onde Lucineide ensina os excepecionais a pintar. Antes ele havia nos mostrado a sala onde ficava na maior parte do tempo – de Atividade de Vida Diária (AVD) – cheio de orgulho e sem parar de dizer entre sorrisos que aquela era “minha sala”.“Deveria existir uma lei que obrigasse a família responsável pelo deficiente a mantê-lo numa associação em troca do benefício”.

iciente a mantê-lo numa associação em troca do benefício”.

“Deveria existir uma lei que obrigasse a família responsável pelo deficiente a mantê-lo numa associação em troca do benefício”.

A entrevista havia então se tornado um diálogo no seu sentido mais belo. As pausas entre as respostas se alongavam denotando a necessidade de um desabafo ainda tímido. A verdade é que são poucos os profissionais de fato reconhecidos, ainda que apresentem um trabalho excepcional – a exemplo da paixão daqueles estudantes. Apesar das dificuldades, como um período em que professores chegaram a trabalhar 5 meses de graça, a professora mostra gratidão com aqueles que sempre ajudam a APAE com qualquer apoio. Seja sendo sócio e doando uma valor mensal em dinheiro, ou seja com doação de roupas e alimentos. Seja até mesmo com a organização de atividades coletivas que proporcionem bem-estar aos alunos, o importante é ajudar e entender que por detrás de cada sorriso, sempre haverão bastidores.

Saiba como ajudar

Nesta quarta-feira (15) a APAE – Lagarto emitiu uma nota institucional pontuando que “está vivenciando um momento crítico e delicado”. O texto afirma que “com as contas praticamente zeradas, não está tendo condições de pagar suas despesas”. A ideia então é seguir pedindo ajuda “à sociedade lagartense e região, para que sejam sócios contribuintes, parceiros ou doadores de nossa instituição”. O Papa-Jaca apoia a iniciativa.

Seja um sócio doador preenchendo o carnê na APAE ou faça sua doação por meio de depósito bancário com qualquer valor em uma de suas contas.

 

Conta do Banco Banese
Agência: 009
Conta Corrente: 03/100622-6
Conta do Banco do Brasil
Agência: 0336-0
Conta Corrente: 22873-7

 

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