Associação solicita que Huse vire hospital de retaguarda para renais

Audiência ocorreu na Promotoria da Saúde nesta terça-feira (Foto: Portal Infonet)

SERGIPE – Os renais crônicos que lidam com a difícil rotina do tratamento de hemodiálise estão sujeitos, com bastante frequências, a complicações no quadro de saúde – chamadas também de intercorrências. Cada clínica de tratamento de renais, por regulamentação, deve indicar um hospital ‘de retaguarda’ para encaminhar os pacientes com complicações, mas, segundo a Associação de Renais de Sergipe (Arcrese), muitos hospitais não estavam atendendo a contento as necessidades do paciente.

“O paciente renal sempre tem complicações, as vezes infarto, outras AVC, e casos mais simples também. Só que nem todos hospitais são capazes de lidar com o paciente renal”, frisou Lúcio Alves, representante da Associação. A situação, inclusive, foi discutida em audiência no Ministério Público Estadual na manhã desta terça-feira, 7, na promotoria da Saúde. Um dos pedidos da Associação é que o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), seja o único hospital de ‘retaguarda’ para os renais com intercorrências graves. “Hoje o Huse é o único que consegue atender os pacientes com maior eficiência, por isso esperamos que os contratos sejam direto com o Huse”, justifica Lúcio.

O assunto também já vinha sendo discutido na comissão de nefrologia, junto à Secretaria de Estado da Saúde (SES), mas ainda sem uma posição final. Na audiência ficou acordado uma nova reunião no dia 14 de maio, na SES, para discutir a viabilidade do Huse se tornar o hospital de retaguarda.

Caso das crianças preocupam

Na audiência também foi colocado pelo presidente da Arcrese a situação das crianças com problemas renais. Segundo Lúcio Alves, esse grupo de pacientes não tem local adequado quando há intercorrências e solicitou, semelhante ao caso dos adultos, suporte do Huse. A situação também será discutida na reunião do dia 14.

Por Ícaro Novaes

 

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