Associações UNIDAS e diretor de base dos veteranos da AMESE fazem ato nesta segunda feira, 13

A categoria aguarda um posicionamento do Governo do Estado, que segundo os militares, já foi notificado pelo TCE.

ARACAJU/SE – As entidades representativas dos militares sergipanos e diretor de base dos veteranos da AMESE continuam mobilizadas para evitar o efeito suspensivo da Lei Complementar 310/2018 determinado na semana passada pelo Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) ao governo estadual, que retira dos profissionais integrados à reserva até 31 de março de 2018 o recebimento do salário correspondente ao posto seguinte.

Em visitas aos órgãos públicos, diretores dessas entidades, entre os quais o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe – ASSOMISE, coronel PM Adriano Reis, seguem tentando obter informações para convencer as autoridades a rever a situação. Nesta quinta-feira, 09, eles visitaram a sede do Sergipe Previdência, para saber do impacto dos proventos dos militares da reserva na folha de pagamento do governo.

Para Adriano Reis, a recomendação do TCE/SE afronta um direito adquirido e também o acordo feito com o Poder Executivo, que foi ratificado pelo Poder Legislativo. “Em 2018, contamos com a boa vontade do governador Belivaldo Chegas e dos deputados estaduais. A lei foi aprovada após estudo de impacto financeiro e não havia condicionantes. Será que os órgãos do governo foram irresponsáveis? Não cremos, por esta razão estamos nos munindo de dados para contestar o TCE/SE”, disse.

Após a divulgação da suspensão da lei, as associações unidas já fizeram atos em frente ao Palácio do Governo e no próprio tribunal. Hoje, a comitiva segue para a Procuradoria-Geral do Estado de Sergipe (PGE/SE) e na segunda-feira (13) haverá caminhada. “Sabemos que existem outras gorduras nas contas do governo que podem ser cortadas. Nossos irmãos, que durante décadas serviram com zelo, não podem ser afetados”, explica Adriano Reis.

DIRETOR DE BASE DOS VETERANOS DA AMESE 

A categoria aguarda um posicionamento do Governo que já foi notificado pelo TCE, “Nós queremos que o governador diga ao TCE que pode pagar e que esse é um direto dos militares inativos. O orçamento foi votado, foi feito um estudo do impacto nas contas do estado, foi dito pelo governador Belivaldo Chagas que o subsídio voltaria a ser pago em maio de 2019 porque as contas do governo estariam mais estabilizadas, então dependemos apenas do posicionamento de Belivaldo”, afirma Sargento Eduardo Ferreira.

PRESIDENTE DA AMESE

Os militares entendem que é um desrespeito com a categoria retirar o subsídio, o que representa uma diferença de R$ 700 a R$ 1.500 no salário dos bombeiros e policiais militares inativos. “É uma discrepância o que foi feito. Isso não é aumento salarial, pelo contrário, esse valor que era pago aos inativos foi uma forma do governo compensar os militares que se aposentavam porque por muitos anos não foram dadas as promoções de carreira aos militares como deveriam ser feitas. Agora depois de anos recebendo o valor, simplesmente os inativos deixam de receber, e os militares da ativa, que só deveriam receber daqui a muitos anos, passaram a ganhar os subsídio ano passado, isso é um absurdo! Se o governo quer retirar o subsídio, que faça! Mas, daqui para frente, e não com quem já recebia há anos o valor”, reclama Sargente Viera.

Por Eduardo Ferreira

Assessoria de Imprensa

 

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