“Auditoria no Huse não é contábil, mas de fluxo”, explica o líder do governo

Diante da visita do senhor Henrique Prado, mantenedor do Hospital do Câncer em Barretos.

SERGIPE – Em resposta ao pronunciamento feito pelo líder da oposição, deputado Georgeo Passos (REDE), sobre o anúncio pelo governo do Estado de uma auditoria no Hospital Urgências e Emergências de Sergipe (HUSE), o líder do governo na Casa, o também deputado Zezinho Sobral (PODE), ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, no final da manhã dessa quarta-feira (13), para pontuar que a autoria a ser realizada não será do ponto de vista contábil, mas sim do fluxo, de métodos de ação da Saúde.

“Diante da visita do senhor Henrique Prado, mantenedor do Hospital do Câncer em Barretos (SP), foi sugerida uma autoria no HUSE. Mas essa auditoria não é contábil, dos contratos existentes, mas do fluxo, dos métodos para serem implementados na Saúde e executados plenamente. Vimos em Barretos nada mais que procedimentos vanguardistas”, pontuou Zezinho Sobral, destacando que aquela unidade de saúde em São Paulo fora recentemente auditada.

O líder do governo ratificou que a auditoria tem o objetivo de pontuar o fluxo a ser implementado após o diagnóstico do câncer. “Lá eles concluem esse tratamento em 45 dias. É um protocolo novo. Temos que ver como esse protocolo de lá pode ser adaptado aqui, como esse método pode auxiliar na construção de outros métodos por aqui. Temos no HUSE quase 1,3 mil enfermeiros e 762 médicos trabalhando em diversas especialidades. Aquele é o hospital com maior número de especialidades de todo o Nordeste”.

Apartes

O deputado Samuel Carvalho (PPS) sugeriu que essa auditoria também se amplie para os Hospitais Regionais e que tente encontrar soluções para problemas como a falta de medicamentos como a insulina. Em contrapartida, Zezinho Sobral disse que até 2015 o HUSE atendia uma média de 28 mil pessoas e agora baixou para 18 mil depois que os Hospitais Regionais começaram a funcionar.

Já a deputada Goretti Reis (PSD) chamou a atenção para os critérios impostos pelo próprio Ministério da Saúde. “A saúde pública vive um desmonte não apenas em Sergipe, mas em todo o País. O custeio é elevado e isso requer a disponibilidade de recursos para atender a demanda da população. Existem muitas falhas para serem corrigidas. É louvável a iniciativa do governo em fazer essa auditoria. Existem critérios exigidos pelo Ministério da Saúde sobre portarias dos centros cirúrgicos que dificultam uma intervenção mais rápida”.

Por sua vez, o deputado Georgeo Passos defendeu que a auditoria de fluxo dos procedimentos a ser feita também se atenha aos contratos executados. “Não pode ser uma auditoria apenas para constar. É preciso fazer a saúde avançar após esses 12 anos”. Zezinho Sobral retrucou dizendo que Sergipe avançou muito em Saúde nos últimos anos.

Por Habacuque Villacorte

FOTO: Jadílson Simões

 

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