CASO ANA PAULA: Preso mais uma vez marido acusado de matar esposa a marretadas quando dormia

Ele teve a preventiva decretada pelo juízo da 8ª Vara Criminal de Aracaju.

ARACAJU/SE – Dias depois de ser colocado em liberdade, Vítor Aragão da Silva, que é acusado de matar a esposa a golpes de marreta, foi preso na manhã de hoje (22) pela equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele teve a preventiva decretada pelo juízo da 8ª Vara Criminal de Aracaju, que atendeu ao pedido do Ministério Público, através da promotora Cláudia Daniela.

Vitor, que era monitorado por tornozeleira eletrônica desde o dia 9, foi preso em casa no bairro José Conrado de Araújo, em Aracaju. Ao ser abordado pelos policiais do DHPP, ele não ofereceu resistência e foi encaminhado a carceragem do Departamento. Detalhes da captura do acusado serão repassados em coletiva à imprensa, que acontece no final da manhã na sede do Departamento.

ENTENDA O CASO

O crime aconteceu no dia 11 de maio na residência do casal no conjunto Dom Pedro I. Ana Paula de Jesus Santos foi morta enquanto dormia com golpes de marreta na cabeça. No dia do ocorrido, Vítor Aragão chegou a alegar que o imóvel foi invadido por criminosos, que durante o assalto teriam matado a mulher.

No entanto, as investigações realizadas pela equipe da delegada Luciana Pereira apontaram para o companheiro da vítima como principal suspeito, que foi preso temporariamente. As provas técnicas e depoimentos colhidos durante o inquérito policial serviram de base para o pedido de indiciamento do acusado, que foi acatado pelo Ministério Público. Na semana passada, Vítor Aragão foi colocado em liberdade.

A promotora de justiça Cláudia Daniela ofereceu denúncia contra o acusado por homicídio doloso com quatro qualificadoras – meio cruel, motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa e feminicídio – e solicitou a prisão, que foi decretada e cumprida na manhã desta segunda-feira.

Além do homicídio, Vítor Aragão vai responder pelo crime de falsa comunicação de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal.

 

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