Coronel Marcony: O comandante abandonado!

Várias denúncias começaram a pipocar na mídia e colocaram em xeque a gestão de Marcony à frente da Polícia Militar.

SERGIPE – No dia 19 de fevereiro de 2016, assumiu o comando da corporação o Coronel Marcony Cabral. A data foi uma das mais esperadas da história recente da Polícia Militar. O motivo? Saía do comando da corporação um oficial que não era querido pela tropa. A prova do que afirmamos: a sonora vaia que o cidadão em tela recebeu no ginásio Constâncio Vieira quando da apreciação do projeto da lei do subsidio.

Pois bem, os primeiros dias do comando do Coronel Marcony foram intensos. Sempre acompanhando as operações realizadas pela tropa, era figura presente no cotidiano operacional. Além disso, abraçou com unhas e dentes os projetos de melhorias trabalhistas, sendo aprovados, em seu comando, antigas reivindicações da AMESE: remuneração por subsídio, nível superior para ingresso, auxílio-uniforme, jornada semanal de trabalho (ainda que não regulamentada).

Não nos esqueçamos que a fase áurea do Coronel Marcony se deu no governo Jackson Barreto (a meu ver, o pior da história). Porém, como num passe de mágica, após a assunção do Governador Belivaldo Chagas, o jogo virou para o lado do coronel.

Várias denúncias começaram a pipocar na mídia e colocaram em xeque a gestão de Marcony à frente da Polícia Militar.

Dentre elas, a tão propagada situação de um preso receber quase 14 reais por almoço enquanto o policial militar recebe apenas 8 reais. Ao ser provocado pela mídia, a resposta que o comandante deu não satisfez a tropa, aumentando a indignação.

Depois vieram as denúncias das instalações físicas da Polícia Militar. O Quartel do Comando Geral – a casa do comandante – que deveria ter parte de suas instalações interditadas desde 2017, só veio a ser efetivamente isolada há poucas semanas por provocação da AMESE. Graças à providência divina, não houve desabamento que viesse a machucar alguém neste período. Houve alguns incidentes de ruptura estrutural. Porém, sem vítimas. Se o Quartel do Comando se encontra aos cacarecos, imaginem os demais, meus amigos!

Não sei como anda a relação do comandante com o Governador Belivaldo Chagas. Andando pelos quarteis de todo o estado, vejo que a corporação está sem norte. Não há mais brilho no olhar do policial militar. Nosso praça se sente abandonado. Está vendo a corporação desmoronando e nada pode fazer pelo fato de pertencer a uma corporação extremamente hierarquizada e, por este motivo, aguarda que o comandante chame o feito à ordem e coloque as coisas no seu devido lugar.

Mas, será que Marcony terá coragem de cobrar ao governador as reformas estruturais dos quartéis, a manutenção das mais de 30 bases-móveis que se encontram quebradas, o reajuste do ticket refeição (congelado há 7 anos), a convocação imediata dos aprovados no último concurso? Sei não…

Conversando com oficiais superiores, a informação que tenho é de que a única preocupação do comandante, hoje, é manter-se no cargo: a qualquer custo.

No Boletim Geral nº 71, o coronel Marcony publica a convocação de 4 coronéis para uma reunião.

Para que isso? O prestigio acabou? Não seria mais fácil, e gratuito (zapzap?) convidar os demais coronéis via telefone? São coisas que, sinceramente, minha cabecinha não consegue entender.

No mesmo boletim, Marcony publica a transferência de uma oficial do 8º BPM para o 6º BPM sem motivação alguma. Essa ação enseja assédio moral, pois fere o principio jurídico da motivação na administração pública,. A profissional não tem nada que macule sua conduta, além de prestar serviços de excelência à corporação. Não quero acreditar, sinceramente, que a transferência tenha se dado após minha entrevista no programa Balanço Geral da Tv Atalaia na manhã de ontem, mostrando a situação precária em que se encontra o quartel do 8º BPM. Essa transferência da policial se chama, Marcony, brincar com a vida de um ser humano!

Assista, abaixo, ao vídeo da Tv Atalaia:

Desde já, disponho a assessoria jurídica da associação para que a militar possa litigar, em juízo, seu retorno à unidade de origem.

Abandonado pelo governador, pelos colegas coronéis, demais oficiais e pela tropa, esperamos que o comandante ligue o sinal de alerta e acorde. Já são 3 anos no comando. Chega o momento que o rendimento, a energia, a vivacidade, a vontade de resolver as coisas se reduz. Que ele ponha a mão na consciência e acorde para o fato de estar isolado; isolado até pelos que falsamente estão ao seu redor lhe dirigindo falsos sorrisos e gracejos.

O NOVO SEMPRE VEM!

             JORGE VIEIRA DA CRUZ
Sargento Reformado, mais um veterano

 

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