Coronel Rocha afirma que “é possível fazer política com ética, sem praticar nepotismo”

Henrique Alves da Rocha, ou Coronel Rocha como é conhecido, foi candidato a deputado federal em 2018, obteve 4.477 votos, sendo que desses 246 votos foram em São Cristóvão.

SÃO CRISTÓVÃO/SE – Militar, coronel reformado da Polícia Militar do Estado de Sergipe. Ele tem experiência em gestão, é militante empolgado e incorporado ao grupo de políticos que se considera da “Nova política”. Henrique Alves da Rocha, ou Coronel Rocha como é conhecido, foi candidato a deputado federal em 2018, obteve 4.477 votos, sendo que desses 246 votos foram em São Cristóvão.

Mesmo com a pequena votação, Rocha definiu por planejar candidatura no município em 2020. E está organizando um grupo para enfrentar o prefeito Marcos Santana (MDB), que disputará reeleição e os demais partidos de oposição que podem marchar unidos. Rocha chegou a dialogar com as oposições, mas definiu por trilhar caminho diferente.

Nesta curta entrevista, pensada para entender a o planejamento do partido, Rocha traz sua visão do momento político do município, faz críticas ao prefeito Marcos Santana e expõe suas expectativas.

Como o Cidadania pretende enfrentar quem está no comando da máquina, quem já tem história política e está na oposição?

Com respeito, mas discordando da forma como nossa cidade foi administrada nas últimas décadas e da forma que continua sendo gerida. É possível fazer política com ética, ouvindo a população, respeitando as leis, cumprindo-as, sem praticar nepotismo. A melhor forma de fazer política é com transparência, juntamente com pessoas que pensam na população de São Cristóvão. Não se pode pensar em renovação de práticas políticas, não se pode pensar em transparência, se o Cidadania23 caminhar junto com quem já teve oportunidade de construir uma administração voltada para os sancristovenses e não o fez.

Reunião de planejamento do Cidadania 23 realizada em julho

Porque o Cidadania saiu da aliança das oposições?

O Cidadania23 é oposição ao atual governo de Marcos Santana. No início de maio deste ano, explicamos os motivos pelos quais o Cidadania23 decidiu se apresentar como alternativa ao modelo político que está posto atualmente, seja na situação ou na oposição. As pessoas que se apresentam hoje como alternativas à atual gestão, já tiveram  oportunidade de gerir a cidade e não corresponderam aos anseios dos nossos cidadãos. A atual gestão, mesmo ainda não tendo terminado o mandato, não conseguiu cumprir muitas de suas promessas de campanha. O Cidadania23 está de portas abertas para todas aquelas pessoas que queiram participar do processo de renovação política, que queiram construir juntos uma proposta voltada para nosso povo.

Rocha e o partido conhecem o município de forma completa, sendo assim capaz de pensar projeto para o município?

Eu possuo uma longa experiência de gestão, são mais de 30 anos de serviço público, do ponto de vista acadêmico com formações na área, do ponto de vista prático nas mais diversas funções públicas desempenhadas ao longo da carreira. Sim, conheço bem nosso município e nossos problemas, todavia o Cidadania23 é composto também por homens e mulheres sancristovenses que conhecem nossos problemas e que estão dispostos a construírem uma proposta de governo nascida dos anseios de nosso povo. Sozinho jamais conseguirei pensar ou administrar a nossa cidade. Os integrantes do Cidadania23 são pessoas comuns, que querem uma São Cristóvão melhor para nossos cidadãos. Um dos maiores problemas que nossa cidade enfrenta é a falta de transparência na administração, o nepotismo, a falta de planejamento. Sem esquecer que diversos gestores no passado foram cassados, alguns condenados por improbidade administrativa. A maior riqueza de São Cristóvão é nosso povo, precisamos aumentar a autoestima do nosso povo. Mas precisamos cuidar melhor do nosso povo, temos muita insegurança. É inconcebível um município da importância de São Cristóvão não possuir uma Guarda Municipal para zelar pelo nosso patrimônio, zelar pelas nossas escolas e praças, bem como dos demais logradouros públicos, e principalmente pela segurança dos cidadãos.
O crescimento desordenado, a especulação imobiliária, falta de infraestrutura, principalmente nas áreas mais próximas a Aracaju, causam prejuízo e insegurança para essa nova parcela das pessoas que passam a residir geograficamente em nosso município. Povoados antigos e novos sem acesso calçado, sem saneamento básico.
São tantas demandas que seriam necessárias diversas entrevistas, isso porque nem falamos do turismo, seja ecológico, religioso ou histórico.

Por Narcizo Machado – FAN

 

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