Em Aracaju, por aposentadoria, militantes enfrentam repressão policial, diz CUT

A manifestação na porta das garagens de ônibus foi duramente reprimida pela Polícia Militar na Avenida Marechal Rondon em frente à empresa Progresso.

SERGIPE – Trocando o conforto de suas camas pelo relento em pé por toda madrugada, sindicalistas, estudantes e militantes sociais uniram forças para a construção da Greve Geral de 14 de junho em Sergipe – na luta em defesa da aposentadoria, por emprego e pela educação pública.

A partir da meia noite e pela madrugada adentro, eles construíram protestos na BR 101 e em estradas estaduais nas proximidades de Riachuelo, Monte Alegre e Nossa Senhora do Socorro. O ato de madrugada também aconteceu na porta das principais empresas de ônibus, em apoio à greve do Sinttra (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários). A manifestação na porta das garagens de ônibus foi duramente reprimida pela Polícia Militar na Avenida Marechal Rondon em frente à empresa Progresso. Segundo manifestantes, a polícia jogou bomba de gás e atirou bala de borracha nos sindicalistas e estudantes chegando a ferir com bala de borracha a militante e a coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Najara Santos.

Devido à repressão policial durante a madrugada, os ônibus das empresas Progresso e Atalaia conseguiram circular, não se sabe ao certo o número de ônibus dessas empresas que circularam em Aracaju no dia da Greve Geral.

Na Viação Modelo, apesar da presença de 7 viaturas policiais e da pressão da polícia militar, o ato atraiu um quantitativo maior de pessoas e conseguiu manter a resistência e a luta até o meio dia. “Não foi fácil resistir a noite toda nesta pressão sem arrefecer. O diálogo da comissão de negociação foi importante para que a resistência fosse vitoriosa e continuasse por toda a manhã e agora a tarde tem mais luta na Pça General Valadão, vamos seguir na resistência para derrubar a  Reforma da Previdência”, afirmou o diretor de Formação da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Roberto Silva.

Por Iracema Corso – CUT

 

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