EM CRISE: Governo de Sergipe tem dívida de quase R$ 5 milhões com aluguel de viaturas

SSP/SE está há quatro meses sem pagar a empresa que fornece viaturas

SERGIPE – A gente já trabalha com um número de viaturas insuficiente. E agora, com essa restrição de pagamento por parte da SSP, a ordem que nos deram é de não levar os carros para as oficinas. Um absurdo isso. Acho que os gestores querem que façamos serviço de mecânico também”.

O relato acima é de um servidor, que não quis ser identificado, e resume a novela em torno da falta de pagamento às empresas de locação de veículos por parte da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE).

De acordo com a assessoria de comunicação do órgão, o montante beira os R$ 5 milhões e refletem um atraso de quatro meses sem repasses de pagamento. São gastos com locação de veículos na Polícia Militar e na Polícia Civil, pouco mais de R$ 1,2 milhão por mês, totalizando quase R$ 15 milhões ao ano.

O assessor da SSP também informou que o órgão está em contato com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), responsável pelos repasses à Segurança Pública, a fim de buscar uma solução para o problema.

Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE), Adriano Bandeira, quem perde com a situação, mais uma vez, é a sociedade.

“O trabalho dos profissionais de Segurança Pública é permanente e contínuo. A sociedade conta com a nossa ação o tempo todo, então tivemos conhecimento da postura da locadora em começar a reter os veículos por conta dos pagamentos atrasados relativos à locação, mas também é compreensível o lado do empresário, que precisa ter o compromisso firmado com o Governo do Estado cumprido no referente ao pagamento do serviço prestado. Com isso, quem perde mais uma vez é o cidadão de bem, que contará com menos viaturas e consequentemente menos policiais civis nas ruas atuando na investigação e elucidação dos crimes que continuam ocorrendo e precisam ser combatidos de maneira imediata. Nosso serviço é essencial à sociedade e não pode ser interrompido”, lamenta Bandeira.

Por JC

 

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