Gilmar vê risco à democracia e critica ataque de Bolsonaro a Rodrigo Maia

Ao fazer uso da palavra, Gilmar Carvalho disse que, enquanto o País só fala em reformas.

SERGIPE – O deputado estadual Gilmar Carvalho (PSC) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã dessa terça-feira (26), para externar sua preocupação com o que entende por “risco à democracia” diante dos últimos acontecimentos envolvendo o início do governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). O parlamentar também criticou o ataque feito pelo chefe do Executivo ao presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ).

Ao fazer uso da palavra, Gilmar Carvalho disse que, enquanto o País só fala em reformas, entende que há uma preocupação com a democracia que, segundo ele, encontra-se em risco. “Não vejo manifestações neste sentido. Percebo que muita gente não está percebendo isso, mas não me lembro de ter visto um presidente da República confrontar o Congresso Nacional como fez o atual (Bolsonaro), ainda no Chile, em pronunciamento feito para a imprensa, quando partiu para cima do presidente da Câmara, Rodrigo Maia”.

Gilmar condenou Bolsonaro por chamar a imprensa e dizer, claramente, que a reforma da Previdência era um problema do Congresso Nacional. “O presidente disse que os deputados federais estavam querendo o ‘toma lá, dá cá! Não faço qualquer avaliação sobre a atual gestão ou sobre o atual presidente. Mas ele não tem um parafuso a menos e nem a mais. Ele não é burro e nenhum burro chega à presidência da República”.

O deputado conclamou os “verdadeiros democratas” porque, segundo ele, ao confrontar o Congresso, o presidente pode “cair”. “O presidente foi deputado por vários anos e conhece a realidade. Na mesma linha ele liberou os chefes dos quarteis para comemorar a revolução de 64 como cada um quiser. É um momento difícil e, amanhã, o vice-presidente vai jantar com os maiores empresários do País”.

Luciano Bispo

Em aparte, o presidente da Casa, deputado estadual Luciano Bispo (MDB), também se colocou bastante preocupado com a situação do País. “Meu medo é que chegue dezembro, e ele (Bolsonaro) renuncie e entregue o comando para o Exército. Ai será uma ditadura abalizada pelo povo. Os comentários internacionais são ruins e, desde a semana passada que a gente já percebeu que não haverá reforma alguma”.

Por Habacuque Villacorte

FOTO: Jadílson Simões

 

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