Gualberto quer que PT decida sobre participação do partido no bloco governista

De acordo com o regimento, os deputados precisam assinar sua participação num bloco.

SERGIPE – O deputado estadual Francisco Gualberto (PT), vice-presidente da Assembleia Legislativa, usou a tribuna na sessão desta segunda-feira (25) para esclarecer uma questão do regimento interno da Casa em relação à composição de bancadas partidárias. De acordo com o regimento, os deputados precisam assinar sua participação num bloco partidário para que possam fazer parte de uma bancada, governista ou de oposição, e consequentemente, participar de comissões temáticas. A participação nestas comissões ocorre de acordo com a proporcionalidade das bancadas.

Para Gualberto, o esclarecimento é necessário porque o deputado Iran Barbosa (PT) se recusa a assinar a lista de participação num bloco e mesmo assim exige sua participação em comissões. “O PT precisa definir qual será o comportamento do partido nesta Casa. Se irá fazer parte da bancada de governo ou não. O que não pode ocorrer é o partido ter dois parlamentares na Casa, sendo que um assina a composição do bloco e o outro não”, disse Gualberto.

Diante da questão, o deputado retirou sua assinatura da lista e irá aguardar a manifestação do PT sobre a questão. “O PT precisa se expressar sobre qual bloco irá participar. Ou se não irá participar de bloco algum”, sustenta Francisco Gualberto. Para ele, o líder do bloco governista, deputado Adailton Martins (PSD), e o líder da bancada de governo, deputado Zezinho Sobral (Podemos), precisam buscar essa informação junto à direção do Partido dos Trabalhadores. “Quem está cuidando do bloco de partidos aqui na Assembleia que verifique qual será a consequência. Espero que o PT se manifeste sobre o assunto”.

Em caso semelhante ocorrido na legislatura passada, a ex-deputada Ana Lúcia (PT) havia se recusado a assinar sua participação num bloco, e por essa razão ficou impossibilitada de participar de comissões. Diante disso, de forma injusta, havia acusado Francisco Gualberto de ter barrado sua presença na Comissão de Educação, o que ficou comprovado que não era verdade.

Por Gilson Souza

FOTO: Jadílson Simões

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