JETONS DO ESTADO: Secretário Sales Neto explicar, mas não convence, gastos de R$ 2,3 milhões com jetons em reuniões

Jeton é uma gratificação estabelecida em lei paga a membros de conselhos da administração pública ou parlamentares por cada sessão extra.

SERGIPE – O Movimento Atitude Sergipe (MOVA-SE) apurou que o Governo do Estado de Sergipe gastou no ano passado R$ 2,3 milhões para pagar jetons em reuniões que muitas vezes aconteceram em horários de expediente e com duração de no máximo três horas. Jeton é uma gratificação estabelecida em lei paga a membros de conselhos da administração pública ou parlamentares por cada sessão extra.

Em Sergipe, segundo o Governo do Estado, o valor dos jetons oscilam entre R$ 1,5, a 2 mil, mas segundo levantamento feito pelo MOVA-SE há casos de R$ 3 mil (Emsetur), R$ 2,7 mil (Cohidro) ou R$ 600 (Fapitec), esse último considerado razoável por Uillian Pinheiro, um dos representantes do Movimento.

Ele disse no Jornal da Fan desta segunda-feira, 29, que sabe da legalidade dos jetons, mas discorda dos valores pagos e do pagamento a secretários e a presidentes do órgão. “Eles já ganham muito bem”, disse.

Na Emsetur, em 2018, dos 17 conselheiros, 7 tiveram um reforço extra no ano de 2018 no valor de R$ 36 mil (R$ 3 mil mensais). Só nessa empresa, o gasto total foi de R$ 417 mil e R$ 63,300 até abril deste ano. “Gastou em quê se não há efetividade em ações de turismo”, questionou.

Uilllian Pinheiro questiona valores. Foto: Net

Uillian Pinheiro informou que o MOVA-SE irá entrar com uma ação judicial para o Estado explicar quais critérios usa para definir os valores dos jetons, por que descumpre o decreto assinado pelo então governador Jackson Barreto em fevereiro do ano passado, reduzindo à metade o valor do jeton, entre outros questionamentos.

Trabalho em casa – O secretário de comunicação do Estado, Sales Neto, disse no Jornal da Fan que os jetons são legais e pagos na administração pública de todo o país. Disse que os conselheiros que recebem jetons trabalham muito e que ele, enquanto secretário de comunicação  tem acento em dois conselhos – Segrase e Funcap – levando, algumas vezes, trabalho para casa.

Quanto à Emsetur, Sales Neto informou que a empresa ainda está ativa, que administra vários imóveis e algumas ações na área de turismo. Informou, ainda que a lei obriga que tenha conselho administrativo e fiscal para administrar o passivo e o ativo.

Sobre o descumprimento dos 50%, o secretário não soube responder “essa pergunta deve ser feita aos gestores da época que desobedeceram”, assim como os critérios que determina os valores dos jetons.

FONTE: FANF1

 

Deixe seu comentário...