Justiça de Sergipe absolve Daniel Manuleke da acusação de estupro

Aurélio Belém, advogado, lembra que “o STJ não admite reanálise de prova”.

SERGIPE – No carnaval de 2013, o então estudante de 18 anos, Daniel Manuleke, moçambicano e portador do vírus HIV, fora acusado de estuprar uma menina de 12 anos em um retiro espiritual na cidade de Salgado (SE). Ela era filha do cantineiro e ele parte do grupo de jovens de uma igreja evangélica. Ele foi condenado a nove de prisão, respondeu o processo todo em liberdade por força de habeas corpus e hoje, conseguiu a absolvição por falta de provas.

A decisão foi da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe com voto condutor do desembargador Diógenes Barreto e cabe recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Aurélio Belém, seu advogado, lembra que “o STJ não admite reanálise de prova”.

Mas o advogado que fez a defesa de Manuleke, Aurélio Belém, está otimista. Ele acredita que a decisão de hoje não sofra nenhuma reforma. “O STJ não admite reanálise de prova”, esclareceu e comemorou: “Após longos seis anos de muita luta, fez-se justiça”.

A defesa alegou que não havia provas periciais suficientes para a prática da relação sexual. “O laudo não trazia vestígios de qualquer relação sexual, muito menos de violência, disse Belém.

Repercussão – O caso Daniel Manuleke ganhou bastante repercussão na época. O rapaz, filho de um casal de médicos do Grupo “Sem Fronteiras” havia sido adotado  durante missão do pai no continente africano. A criança, que havia nascido com o vírus HIV, foi trazido para Aracaju. Na escola, era um garoto sem problemas. Atualmente, segundo o advogado dele, mora na capital sergipana, onde constituiu família.

FONTE: FAN – F1

FOTO: Arquivo Portal Infonet

 

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