Lêda Couto toma posse na Secretaria de Inclusão e Assistência

Segundo Lêda Couto, as novas diretrizes da pasta seguirão alinhadas.

SERGIPE – A nova secretária de Estado da Inclusão, da Assistência Social e do Trabalho (Seit), Lêda Lúcia Couto de Vasconcelos, tomou posse, oficialmente, nesta quarta-feira feira (16). A solenidade contou com a presença da vice-governadora Eliane Aquino e dos secretários de Estado Geral de Governo, José Carlos Felizola; e da Educação, Josué Modesto. Nomeada pelo governador Belivaldo Chagas no dia 07 de janeiro, a gestora já vinha trabalhando no processo de transição administrativa da pasta, acompanhada da sua equipe técnica, com o objetivo de conhecer melhor os detalhes de funcionamento da Secretaria. Segundo Lêda Couto, as novas diretrizes da pasta seguirão alinhadas com o programa do novo governo.

“Nas conversas que tivemos com o governador, percebi e fiquei impressionada tanto com sua preocupação com a situação financeira limitadora na qual o Estado se encontra quanto com a vontade que ele tem de fazer o bem para o povo sergipano. Como ele acolhe e defende essas propostas de políticas sociais inclusivas. Belivaldo e Eliane são as duas faces do mesmo projeto de um Sergipe que vai ser cada vez melhor. Acreditam, profundamente, que não sou apenas eu que está sendo empossada hoje, mas todas as populações que apresentam grupos vulneráveis e que precisam de uma atenção especial do governo”, discursou Lêda Couto.

Ciente dos desafios enfrentados pelo governo para organizar as finanças do Estado, a secretária destacou que trabalhará com foco na esperança de um futuro melhor para Sergipe. “Nesses tempos de muitas dificuldades financeiras temos que construir caminhos que não são fáceis, mas são os corretos, da inclusão, do respeito às diversidades, da democracia, do controle social, da articulação, do cuidado, da integralidade. Mas essas não podem ser palavras soltas, sem consequências nas ações. Temos que construir políticas públicas e sociais que empoderem as mulheres, respeitem a população LGBT, coloquem a população negra como protagonista, que tragam mais vida para as crianças e esperança para o futuro dos jovens; que dêem alento à população idosa e incluam as pessoas com deficiência”, frisou.

De acordo com Eliane Aquino, Lêda tem um perfil técnico e muito a contribuir com a Seit pelo seu histórico profissional e pela sua experiência em gestão pública. “Leda tem sido uma técnica extremamente diferenciada, com experiência, com militância. Foi escolhida porque é uma pessoa que pode agregar muito. Um dos critérios que sempre buscamos é saber trabalhar a intersetorialidade; é não olhar uma Secretaria da Assistência simplesmente com foco na assistência. Nós estamos com o objetivo muito grande, assim como foi na Prefeitura [de Aracaju], de trabalhar dialogando com outras áreas. Só assim a gente consegue fazer inclusão”, pontuou a vice-governadora.

Eliane relembrou sua época à frente da pasta da Inclusão no Estado e reforçou que é preciso fazer um planejamento macro da área social, para que se tenha um plano único, que funcione com eficiência. “Desde que passei pela área, na época em que Marcelo Déda era governador, nunca acreditei no assistencialismo, mas sim na inclusão. E Lêda comunga muito desse pensamento. Não tenho dúvida de que Sergipe tem muito a ganhar com a experiência dela, com o trabalho, seriedade e competência. Que venham os novos tempos. Precisamos ter esperança. Leda me traz essa sensação, de que nós conseguiremos desenvolver um bom trabalho para Sergipe, com foco inicial na arrumação da casa e no equilíbrio das finanças, para que o nosso estado possa se desenvolver a partir de um planejamento que nos possibilite atuar juntos na assistência, educação, saúde e trabalho”, completou.

Representatividade

Um dos momentos mais marcantes da Posse foi aquele em que a nova gestora da Inclusão Social recebeu, de representantes de movimentos sociais e minorias, alguns símbolos de luta. Dessa forma, mulheres, pessoas com deficiência, religiões de matriz africana, movimento negro, idosos, comunidade LGBT deram as boas-vindas a Lêda Couto, vislumbrando uma gestão participativa e inclusiva.

Para a Iyá Sônia Oliveira, representante da Sociedade Omoluayê e do Coletivo de Terreiro Àsé Egbé Sergipano, o convite para a participação dos movimentos sociais e representativos de minorias na posse da pasta da Inclusão Social é um reconhecimento destes grupos, enquanto sujeitos protagonistas de uma história. “Assim, o Estado reconhece que ele não pode se desenvolver sem ouvir os mais diversos segmentos. Que as políticas públicas possam ser implementadas a serviço de quem mais necessita e que os direitos sejam dados igualmente a todos os desiguais. Por isso, os movimentos sociais estiveram presentes aqui hoje. Quando dizemos que ninguém solta à mão de ninguém, é pra dizer que possamos fazer um governo participativo, no qual todas as vozes possam ser ouvidas, e acreditar que aqui no estado tudo dará certo, mesmo com o cenário nacional de desesperança”.

Representando a juventude sergipana, Kian Lemos, do Coletivo Entre Becos, também afirmou acreditar que os movimentos sociais terão, nessa gestão, um lugar de fala. “Isso é algo novo. Temos gestores que compreendem a necessidade do fortalecimento das atividades culturais de uma forma geral dentro dos bairros de periferia. Quando convidam alguém como eu, sabendo que represento, na verdade, a juventude periférica, para vir representar a juventude do estado na posse da secretária Lêda Lúcia, acho que é o governo do Estado dizendo: vem trabalhar com a gente, vem construir isso com a gente. A gestão está no começo e o que a gente espera é receber o melhor, trabalhando em conjunto”, disse o jovem. O Coletivo Entre Becos atua, principalmente, no bairro Santa Maria, na capital.

Para a presidente do Conselho Estadual da Mulher, Érika Leite, a expectativa é que os movimentos sociais de Sergipe se fortaleçam diante do acolhimento sinalizado pela nova gestão estadual. “A gente almeja fazer uma parceria muito boa. Vamos nos reunir com a vice-governadora, o mais breve possível, para definirmos como é que vai ficar a situação da área específica de políticas para as mulheres. A partir de então, começaremos a tocar as ações, até porque a gente já começa 2019 com um pico de violência altíssimo referente ao feminicídio no estado. As demandas já começam muito fortes e a gente quer estabelecer essa parceria o mais breve possível. Já vamos definir uma data de reunião para começarmos a traçar os rumos de 2019, não só para o Conselho, mas também junto à gestão de Eliane e Belivaldo”, concluiu.

Breve histórico

Com formação em Medicina e doutorado em Saúde Coletiva pela Unicamp, Lêda Couto foi secretária municipal de Saúde de Aracaju entre 2006 e 2007; diretora do Departamento de Redes de Atenção à Saúde, e do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde – além de ser professora de medicina da Universidade Federal de Sergipe. Seu nome foi escolhido por Eliane para conduzir a pasta, que será parte fundamental nos novos direcionamentos planejados pela vice-governadora para a política socioassistencial do Estado.

FONTE & FOTO: Assessoria

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