Márcio França diz não ser herdeiro político de Alckmin e promete educação ‘padrão Sesi’ sem equiparar salários

Candidato do PSB ao governo deu entrevista ao SP2 nesta segunda-feira (15). João Doria (PSDB) será entrevistado nesta terça-feira.

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2018/noticia/2018/10/15/marcio-franca-diz-nao-ser-herdeiro-politico-de-alckmin-e-promete-educacao-padrao-sesi-sem-equipar-salarios.ghtmlO candidato do PSB à reeleição para governador de São Paulo, Márcio França, foi entrevistado nesta segunda-feira (15) no SP2. Ele negou ser herdeiro político do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

“Não sou [herdeiro político de Alckmin] porque aqui em São Paulo 45, que é o PSDB, é o partido do Doria. Ele não quis, ele tentou o tempo todo dar uma rasteira no Alckmin, ficou o tempo todo uma coisa absolutamente ruim.”

França abriu a série de entrevistas com os dois candidatos que vão disputar o governo paulista no segundo turno. Nesta terça-feira (16), o entrevistado será João Doria (PSDB).

No primeiro turno, França obteve 4.358.998 votos, ficando com 21,53% dos votos válidos. Ele ficou atrás de Doria, que teve 6.431.555 votos (31,77%). A votação em segundo turno será realizada no próximo dia 28.

França também prometeu uma educação estadual “padrão do Sesi”. A proposta foi incorporada do plano de governo do candidato Paulo Skaf (MDB), de quem França recebeu apoio no segundo turno.

Entretanto, durante a entrevista, o governador admitiu que o aumento salarial que promete dar os funcionários públicos não inclui, na área da educação, equiparar o salário dos professores da rede pública ao modelo privado inspirado. “Não estou comparado com o Sesi, não tem nada a ver com o Sesi.”

Sobre seu posicionamento na corrida eleitoral, disse querer o apoio de todos os partidos, mas defendeu a neutralidade na eleição presidencial – embora seu partido seja favorável à candidatura de Fernando Haddad (PT).

“Meu partido e eu sempre tivemos grandes divergências. Durante muitos anos sempre consegui a neutralidade e agora também, exatamente porque eu sou insistente. Sempre tive o PT como oposição, eu ganhei a eleição em São Vicente contra o PT. E sempre tivemos essa discussão interna no partido. Eduardo Campos, que faleceu, perdeu para mim no voto internamente várias vezes disputando. Nós não apoiamos o presidente Lula exatamente por isso, pelo meu esforço aqui em São Paulo.”

Fonte: G1

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