Meia volta, volver!

O técnico agrícola e jornalista Antônio Oliveira Santos chegou, inclusive, a ser nomeado superintendente do Incra em Sergipe.

POLÍTICA E COTIDIANO – ADIBERTO DE SOUZA – Indicados para compor o 2º escalão deste governo militar, dois sergipanos foram desconvidados horas depois pela Casa Civil. O técnico agrícola e jornalista Antônio Oliveira Santos chegou, inclusive, a ser nomeado superintendente do Incra em Sergipe, mas foi desnomeado em seguida, sob o argumento de ser simpático ao MST, coisa que ele nega. Aconteceu o mesmo com o empresário Milton Andrade, chamado para comandar a Codevasf no estado. Ele já havia entregado os documentos, porém a Casa Civil voltou atrás após ouvir queixas de deputados federais. Além de causar desgaste aos desconvidados e a quem os indicou, o governo mostra despreparo para compor o 2º escalão. Aliás, isso não é novidade. Desde que tomou posse, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tropeça nas nomeações. Quem não se lembra do professor pernambucano Mozart Neves, indicado para o Ministério da Educação e depois desconvidado a pedido dos evangélicos? É por estas e por outras que o Brasil vive um vai e vem que só o empurra pra trás. Lastimável!

Ariar a fivela

Os animados festejos juninos de Sergipe chegam ao fim neste sábado. Aracaju, Estância, Socorro e Capela terão os forrobodós mais animados do estado. Nem precisa dizer que depois de uma passadinha pelo Forro Caju e Arraiá do Povo, na capital, os políticos colocarão os pés na estrada para ariar as fivelas nos forrós do interior. Mais do que nas festas, estarão de olho em seus prováveis eleitores. Vixe!

Liberdade ameaçada

E quem pode voltar para a cadeia é o prefeito afastado de Lagarto, Valmir Monteiro (PSC). Para pedir a prisão do gestor, o Ministério Público Estadual alegou que solto ele pode atrapalhar as investigações sobre desvios de recursos públicos. Valmir está em liberdade vigiada, após ter ficado 100 dias preso sob a mesma acusação. Enquanto Monteiro tenta escapar das acusações, Lagarto está sendo administrada pela vice Hilda Ribeiro (SD). Ah, bom!

Às moscas

A rede hoteleira de Aracaju não tem o que comemorar neste período de festejos juninos. A falta de divulgação do nosso São João afugentou os turistas, que preferiram curtir as animadas e bem divulgadas festas de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB). Segundo os empresários do setor, nunca um festejo junino sergipano foi tão mal divulgado e, por isso mesmo, jamais os hotéis ficaram tão às moscas quanto agora. Aff Maria!

Braços cruzados

Os auditores fiscais de Sergipe cruzam os braços de amanhã até a próxima quarta-feira. A greve vise protestar contra a recusa do governo em atender as justas reivindicações salariais da categoria. Auditores mais afoitos defendem que se o executivo continuar irredutível, os postos de fiscalização fiquem fechados por tempo indeterminado. Nem precisa dizer que essa proposta recebeu o irrestrito apoio dos sonegadores, dispostos a aumentar o índice de contrabando no estado. Misericórdia!

UFS de luto

A Universidade Federal de Sergipe está de luto pela morte prematura da professora Daniela Pinheiro Bitencurti Ruiz Esparza. Lotada no Campus do Sertão, ela morreu vítima de malária, doença contraída em Angola onde se encontrava de férias. Uma irmã de Daniela está em Angola cuidando dos preparativos para o translado do corpo. O enterro ocorrerá em São Paulo, ainda sem data confirmada. Descanse em paz!

Olhos da cara

O barraqueiro que se dispôs a vender comidas e bebidas no São Pedro em Capela teve que pagar exagerados R$ 2 mil à Prefeitura. No Forró Caju, a taxa cobrada aos vendedores de “capeta” foi de R$ 1 mil pelos quatro dias da festa. Na tentativa de justiçar a absurda taxa, a prefeita Silvany Mamlak (PTC) disse que o valor cobrado respeita uma lei da gestão passada, porem os barraqueiros capelenses pagam a metade do valor. Ainda assim é um absurdo. Danôsse!

Memória Viva

E A Sociedade Médica de Sergipe lançou, ontem, o Projeto Memória Viva da Medicina Sergipana, composto por um documentário e um elegante livro sobre a história de 30 médicos sergipanos. Lançadas em concorrida solenidade no Museu da Gente Sergipana, as duas obras visam preservar e disponibilizar aos sergipanos um acervo histórico e cultural da área médica. Legal!

Tapa na macaca

Diante da forte escassez de Cannabis sativa na praça sergipana, é provável que a próxima Marcha da Maconha seja de “cara limpa”. Segundo os entendidos no assunto, a repressão policial ao tráfico de drogas é a grande responsável pelo sumiço do “bagulho”. Para desespero da turma da fumaça, um finório de maconha prensada não sai por menos de R$ 5, em Aracaju. E isso mesmo quando aparece. Alegando que a “coisa” tá cara, difícil e perigosa, um “bonconheiro” prometeu recorrer ao Procon. Cruz cedo!

Cadê o doce?

À boca miúda, comenta-se nos corredores do Tribunal de Contas de Sergipe que é forte a torcida pelo retorno às atividades do conselheiro Flávio Conceição. O moço foi forçado a se aposentar por ter sido condenado, sob a acusação de ter metido a mão grande em recursos públicos. Segundo o zum zum zum na Corte de Contas, a saudade não é tanta de Conceição, mas das latas de doce de leite que ele costuma presentar os conselheiros mais chegados. Homem, vôte!

Recorte de jornal

Publicado no Jornal da Cidade, em 27 de dezembro de 1971

Resumo dos jornais

 

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