Meteorologia prevê chuvas volumosas para o sertão sergipano

A população do sertão sergipano deve se preparar para as fortes chuvas.

SERGIPE – A população do sertão sergipano deve se preparar para as fortes chuvas que chegarão na região a partir de hoje, 17. Conforme a previsão do Centro de Meteorologia da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), a chegada de novos sistemas de convergência vindas do Norte e do Atlântico Sul ocasionará chuvas volumosas, podendo gerar acúmulo de até 50 mm de volume de água, contando também com a presença de trovões.

As chuvas estarão mais concentradas no interior do estado, no entanto, segundo o panorama meteorológico, também poderão chegar à capital aracajuana e às regiões litorâneas de maneira leve, gerando acúmulos menores de volume de água, em torno de 20 mm.

De acordo com o especialista, Overland Amaral, o tempo abafado é uma das características da estação atual, o verão, assim como as temperaturas elevadas, oscilando entre 30 e 32 graus com sensação térmica de 34. São essas características que favorecem as chegadas das chuvas.

“Os sistemas de convergência vindos do Norte descem do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e chegam até Sergipe e todo o centro do Nordeste. Ele é denominado Zona de Convergência Intertropical e inicia um período de chuvas para o norte do Nordeste, atingindo os municípios de Porto da Folha, Gararu, Canhoba, e todos os municípios que ficam mais ao sul também, como Glória, Itabi, Graccho Cardoso, Feira Nova, chegando até pouco mais, a Itabaiana, por exemplo”, revela o meteorologista.

Apesar das chuvas, as temperaturas deverão permanecer elevadas, segundo prevê Overland. “Elas podem cair momentaneamente com o aumento da nebulosidade e o começo da chuva, mas, depois vem com a intensificação, que é o efeito da antecipação do calor latente, o vapor. Então isso vai amentar cada vez mais, favorecendo mais chuvas convectivas. E isso é o diferencial dessa estação”, explica.

O Estado vivencia a passagem do fenômeno do El Niño, porém, os efeitos estão dispersos, sendo incapazes de bloquear as chuvas e os sistemas de convergência que se seguem. “O El Niño está fraco e sem profundidade de águas quentes, portanto, não está interferindo em nada. Já iniciamos o mês de dezembro com chuvas vindas do Atlântico Sul, e agora consequentemente tem o sistema do Norte. Se o El Niño estivesse ativo, isso não estaria acontecendo”, ressalva o meteorologista.

Além disso, apesar da presença das chuvas no interior do estado, para Overland, esse ainda não é o tempo para beneficiar a agricultura local.

“O período chuvoso de inverno, entre abril e agosto, é quando serve para a agricultura, pois elas são mais frequentes, e tem um ritmo cadencioso. Mas, há uma tendência a partir de abril, de que as nossas chuvas fiquem acima da normalidade, porque não existem anomalias que possam impedir”, avalia.

FONTE: Jornal da Cidade.Net

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