Operação Brumadinho: Bombeiros de Sergipe encerram missão e retornam a Aracaju

Após nove dias seguidos de ação intensa, a equipe passará por exames e cuidados médicos.

BRUMADINHO/MG – Nesta segunda-feira, 25, os bombeiros militares que atuaram na Operação Brumadinho se apresentaram ao comando geral do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, no Quartel do Comando Geral (QCG), na cidade de Aracaju. A equipe viajou no dia 7 deste mês e retornou à capital no último final de semana.

Os bombeiros estão sendo recebidos por uma equipe do CBM especializada em lidar com a saúde física e emocional deles. “Agora no retorno nós estamos vendo como foi que eles chegaram, vamos fazer o apoio psicossocial, médico e também o apoio veterinário para os caẽs, pois foi um trabalho muito intenso”, explica o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Gilfran Mateus.

O capitão Alisson Carvalho, responsável por comandar a Operação Brumadinho e que ficou juntamente com sua equipe nove dias em ação intensa, relatou que o cenário era realmente gigantesco, com proporções inconcebíveis, mas que, ainda sim, foi realizado um trabalho efetivo. “O nosso trabalho lá foi de formiguinha, fomos fazer parte de um grande grupo, se somar aos outros bombeiros que estavam lá. A nossa equipe, juntamente com os cães, encontrou seis corpos e 34 segmentos de corpos (parte de corpo)”, conta o Capitão Alisson Carvalho.

A atuação dos cães na operação também foi muito importante, já que eram eles que indicavam a localização das vítimas soterradas. Com o retorno, os animais também serão examinados. ”Iremos realizar exames de sangue, para perceber os níveis de mercúrio e outras substâncias pesadas, principalmente no fígado, quando for constatado que não estão doentes, estarão liberados voltar à ativa”, explica a veterinária Ana Paula Barros, responsável pela saúde dos cães.

Além da preocupação com a saúde, o capitão Alisson Carvalho conta que é natural em um terreno de difícil mobilidade e bastante íngreme ter que lidar com riscos e possibilidades de acidentes: chuvas, descargas atmosféricas, pensar possíveis rotas de fuga e abrigos. “O risco sempre existe, mas a gente trabalha com a linha de risco aceitável, são aqueles os quais os riscos são gerenciáveis. Soubemos gerenciar muito bem os riscos, e todos estão sãos e salvos”.

Em uma operação desgastante, não só o preparo e o treinamento do Corpo de Bombeiros possibilitaram o cumprimento da missão, mas também o próprio apoio e assistência das pessoas envolvidas. “Uma das coisas que mais me comoveu foram as cartas das crianças. É muito gratificante poder ajudar essas pessoas que estão desoladas com a perda de suas famílias. E o que mais fica é o respeito, o carinho, a amizade, e dizer que em um cenário daquele a gente está junto. E se algum momento algo desta magnitude acontecer por aqui, com certeza o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar enviará tropas para nos ajudar”, conta o capitão Alisson Carvalho.

FONTE & FOTO: BM/SE

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