Paralisação dos médicos da Prefeitura de Aracaju já afeta a Rede Estadual

Continua o impasse entre a secretaria municipal de saúde de Aracaju.

Continua o impasse entre a secretaria municipal de saúde de Aracaju e os médicos que recebem suas remunerações através de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), isso por conta do valor pago pela PMA aos profissionais.

As informações divulgadas pela SMS são de que no mês de novembro, no Hospital Fernando Franco, a SMS pagou por 1.634 horas trabalhadas durante a semana e 1.405 horas trabalhadas nos finais de semana, o equivalente a R$ 332 mil. No Hospital Nestor Piva, durante a semana foram 1.913 horas trabalhadas e 1.304 nos finais de semana, a despesa gerada foi de R$ 348 mil. Somando as despesas dos dois hospitais, a SMS pagou R$ 680 mil.

Ainda segundo a secretaria municipal de saúde, foi oferecido aos médicos R$ 100 por hora trabalhada durante a semana e R$ 120 aos finais de semana, porém esses profissionais não aceitaram a proposta e deixaram os plantões e com isso esvaziaram as escalas dos hospitais que não tem mais como prestar atendimento ao público.

Já os médicos propuseram que o valor da hora trabalhada retornasse aos valores de 2015, corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficariam de R$ 148 durante a semana e R$ 180 aos finais de semana.

Com essa proposta feita pela SMS, um médico que trabalha seis horas, tem uma remuneração diária de R$ 600, e mesmo assim eles recusaram e preferem manter a paralisação, enquanto em alguns hospitais particulares o valor pago é de pouco mais de R$ 60.

A paralisação desses profissionais nos hospitais Nestor Piva e Fernando Franco em Aracaju, acabou superlotando o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), já que a população ao não ter atendimento na rede municipal, procuram a rede estadual.

Sem acordo, a vida do paciente que busca tratamento médico nas UPAs passa a custar R$ 50, que é a diferença do valor oferecido pelo município e que foi rejeitado pelos médicos e o que chama a atenção é que o problema tende a aumentar já que outros médicos estão aderindo ao movimento e as informações são de que os médicos dos postos de saúde também estão paralisando. A saúde pública pode entrar em colapso.

O que se pode ver é que a secretaria municipal de saúde tem feito várias ofertas só que os médicos não aceitam e com isso a população fica dessassistida.

A diferença do valor oferecido pela SMS ao médicos é de R$ 50. Será que cinquenta reais é o valor da vida na rede pública.

FONTE: Munir Darrage

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