Realizado no Centro Cultural de Aracaju, Sercine teve sucesso de público

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Penalizadas, aprisionadas e exiladas sobreviveram e hoje contam suas histórias.  Em resumo, essa é a descrição dos relatos das  mulheres que enfrentaram a ditadura militar no Brasil. O contexto é mostrado no  longa-metragem “Torres das Donzelas”, com direção audaciosa de Susanna Lira. Ganhador do prêmio especial do júri, no Festival de Brasília 2018, o documentário foi selecionado para o desfecho da 8ª edição do Festival Sergipe de Audiovisual (Sercine), evento que foi realizado no Centro Cultural da capital, em parceria com o Núcleo de Produção Digital (NPD), equipamento da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju).

A sala de projeção do NPD ficou lotada para o encerramento do Sercine, realizado pela Cacimba Cinema e Vídeo e Rolimã Filmes, na noite deste sábado, 10. O evento contou com a presença de Guida Amaral que passou pelo Segundo Exército, Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e o Presídio Tiradentes; e Ana Lúcia Vieira, deputada federal e pedagoga. Elas participaram do debate logo após a exibição do filme. O público foi completo de realizadores audiovisuais, educadores, acadêmicos, estudantes e artistas.

O objetivo do Festival é valorizar as produções audiovisuais do Brasil e estimular seu  acesso de forma democrática no Estado. A coordenadora do NPD, Graziele Ferreira, pontuou a relevância de mais uma edição em parceria com o Sercine. “ É sempre uma honra poder participar de um evento forte como este e dar acesso à população sergipana de assistir filme de extrema importância”.

Após a exibição do filme, durante o debate, a plateia pode participar das discussões e fazer perguntas para as convidadas especiais. Um dos participantes, Urliane Bezerra, 24 anos, estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Sergipe, em seu segundo ano no Sercine, falou sobre a iniciativa e ressaltou a importância da temática do documentário. “Esse Festival é muito especial e esse Centro Cultural para exibição dos filmes é muito bom. Esse ano a escolha dos temas dos longas foi caprichada. Não acho só necessário, mas urgente devido a nossa conjuntura atual”, comentou.

Além da discotecagem da DJ Disfalq, o encerramento continuou a todo vapor,  passando o microfone aberto para “Tabuleiro Slam”. Para fechar com chave de ouro, teve a apresentação do artista sergipano, Alex Sant’anna.

Foto NPD/Funcaju