“Rombo da Previdência” Belivaldo quer empréstimo de R$250 milhões para pagar folha dos aposentados

O governador Belivaldo estuda a venda de ações do Banco do Estado de Sergipe (Banese) e da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).

Minutos antes da cerimônia de posse na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), o governador Belivaldo Chagas (PSD) concedeu uma entrevista coletiva à imprensa. Nela, destacou as dificuldades orçamentárias do Governo do Estado para 2019 e comentou algumas das soluções que pensa para solucionar o problema neste primeiro momento.

Entre as medidas, está o pedido de empréstimo no valor de R$250 milhões para serem utilizados no pagamento da folha salarial dos aposentados. A proposta será analisada pelos deputados estaduais em sessão extraordinária no próximo dia 3, ea ideia é colocar o pagamento desta classe em dia, diante do rombo de R$1,2 bilhões da Previdência do Estado.

“Não gostaria, cheguei a dizer que não faria, mas diante dos números que nos deparamos agora, na última semana de dezembro, sinto-me na obrigação de assim proceder. Há a perspectiva de arrecadar algo em torno de R$380 milhões em royalties nos próximos quatro anos. Vamos antecipar R$250 milhões dando os royalties como garantia para que a gente coloque esse recurso à disposição da Previdência. Esses recursos serão para dar uma folga na folha. Se assim eu não fizer, corro o risco, já no mês de março, de ter os salários comprometidos, porque a receita não é suficiente e o tempo é curto”.

Outra providência estudada pelo governador é a venda de ações do Banco do Estado de Sergipe (Banese) e da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). “Normalmente acontece de haver uma queda brusca de arrecadação nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro, e preciso me preparar para chegar no segundo semestre. A gente vai tocando o barco e trabalhando com essa possibilidade de colocar ações no mercado de capital. Não estou falando em privatizações, mas vamos buscar imóveis do Estado, trabalhando a possibilidade de colocar à venda as terras pertences ao platô de Neópolis, em que o Estado acabou não desenvolvendo o projeto que se pensou no passado. Há empresários utilizando, mas não têm o retorno social esperado. Assim eles podem investir ali e automaticamente gerar emprego e renda”, comentou Belivaldo.

FONTE: Infonet – FOTO: Reprodução / Redes Sociais

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