Saúde divulga resultados do último boletim do Projeto Vida no Trânsito

Ocorreram 2.556 acidentes de trânsito em Aracaju no ano passado.

Anualmente, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio da Diretoria de Vigilância e Atenção à Saúde (DVAS), lança o Boletim Epidemiológico do Projeto Vida no Trânsito (PVT). Este ano, o levantamento mapeou 54 óbitos no território aracajuano, e fez uma análise individual dos acidentes de trânsito fatais ocorridos em 2017.

De acordo com o Boletim, ocorreram 2.556 acidentes de trânsito em Aracaju no ano passado, com 1.319 feridos graves, além das vítimas fatais. De acordo com o resultado da avaliação dos dados, das mortes do ano passado, 49 foram de pessoas do sexo masculino, ou seja, 90,7% dos óbitos. As mulheres foram cinco: três foram idosas atropeladas, uma como passageira e outra passageira de moto. Os condutores de moto ficaram em primeiro lugar nos acidentes fatais, 20 motoqueiros perderam a vida, seguidos por pedestres (14) e ciclistas (nove).

Nos últimos dez anos, a frota de veículos aumentou muito, somente de motociclistas subiu mais de 150%. “Apesar de ter tido 20 mortes de condutores de moto, com a intensificação das ações voltadas aos motociclistas, este número reduziu 31% em relação ao ano anterior, quando 29 motoqueiros vieram a óbito”, ressaltou a diretora da DVAS, Taise Cavalcante.

A faixa etária das pessoas que vieram a óbito, a maioria foi de 30 a 59 anos, com 28 mortes, seguidos dos jovens, de 18 a 29 anos, com 11 e nove ocorrências com idosos. Os bairros onde mais aconteceram os óbitos foram Atalaia (cinco), Capucho (quatro) e Centro (quatro). Os fatores de risco que agravaram os acidentes foram velocidade (35,3%) e álcool (21,6%).

Objetivos

O primeiro boletim foi realizado em 2016, com dados de 2015. “Já o segundo boletim, analisado em 2017 com os dados de 2016, teve um diferencial que seguimos neste terceiro, que foi a avaliação dos acidentes que realmente aconteceram dentro do território de Aracaju. Porque antes a pessoa sofria um acidente no interior do estado, era levado para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), falecia e era contabilizado como se fosse da capital, então não tínhamos uma avaliação precisa. A partir do boletim do ano passado passamos a analisar somente os acidentes ocorridos aqui”, explicou Taise.

Com essa mudança, o objetivo principal do Boletim, que é a avaliação dos acidentes fatais de trânsito ocorridos no território de Aracaju, tornou-se mais preciso. “A partir dessas análises, conseguimos ter um diagnóstico para saber se algo de dentro do município favoreceu para o acidente, seja a falta de sinalização ou a condição inadequada das vias, por exemplo. É isso que os municípios precisam parar e avaliar, se o espaço territorial ou a condição de mobilidade urbana favorece um melhor trânsito para passageiros, motoristas e pedestres, em relação aos acidentes, principalmente com óbitos”, esclareceu a diretora.

Através deste boletim, são registrados quais os dias, horários e locais que mais aconteceram acidentes. “O que mais facilitou para estes acidentes, qual é o sexo que mais está envolvido com acidentes com óbitos. Enfim, a partir daí podemos traçar estratégias e projetos de educação e divulgação para a sociedade entender o que acontece na nossa cidade para melhorar estes indicadores. Dessa forma esperamos diminuir os óbitos e complicações de saúde causados por acidentes de trânsito”, completou.

Ações do PVT

O Projeto Vida no Trânsito (PVT) faz parte das estratégias do Ministério da Saúde para reduzir os óbitos e as internações por causa de acidentes de trânsito. Em Aracaju, o PVT está sob a gestão da SMS e tem um Comitê Gestor Intersetorial com o objetivo de trabalhar ações que visam diminuir as mortes e acidentes graves no trânsito da capital.

O Comitê é formado por representantes da Secretaria Municipal da Educação (Semed); da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Aracaju; do Conselho Municipal de Saúde (CMS); da Secretaria de Estado da Saúde (SES); do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192); do Centro de Estatística e Análise Criminal da Polícia Militar de Sergipe; do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), e da Universidade Federal de Sergipe (UFS).  “Em 2018, a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) e a Guarda Municipal de Aracaju (GMA) passaram a fazer parte deste Comitê”, acrescentou Taise.

Neste ano, foram desenvolvidas várias ações intersetoriais como: o “Programa Motociclista  mais Consciente”,  “Programa  Pedestre”,  “Programa  Velocidade”,  “Programa  Álcool  e Direção”.  Outro projeto foi o “Um Minuto para o Trânsito”, desenvolvido pela SMTT em parceria com a SMS nas 44 Unidades Básicas de Saúde (UBS), que desenvolveu um diálogo com população, orientando sobre a prevenção de acidentes de trânsito. Outra ação educativa foi realizada através do Grupo Cones de Teatro da SMTT, em escolas e nas ruas, alertando sobre a travessia na faixa de pedestres.

Também houve a ação educativa “Idoso seguro no Trânsito”, promovida pela SMS, através de rodas de conversas com grupos de idosos, vinculados às UBS e ao CRAS de Aracaju, orientando condutas para a redução do índice de atropelamentos dos pedestres idosos. Além disso, ocorreram blitz educativas realizadas de forma integrada com a participação dos vários integrantes do PVT; apresentação do PVT  aos conselheiros locais de Saúde para que eles articulem e promovam ações de prevenção de acidentes de trânsito nas comunidades; a Semana Municipal de Trânsito e o Maio Amarelo.

FONTE & FOTO: Assessoria

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