Segurança privada irregular é crime, alerta presidente do Sindesp

A prisão do vigilante aconteceu no bairro Cidade Nova, em um supermercado.

SERGIPE – O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada de Sergipe (Sindesp), Sandro Moura, comemorou a realização da operação “Segurança Legal III”, realizada pela Polícia Federal em 26 estados e no Distrito Federal, com o objetivo de coibir o exercício ilegal da atividade de segurança particular em estabelecimentos comerciais e de frequência de público. A operação resultou na autuação de cinco pessoas, com a prisão de um indivíduo que estava praticando porte ilegal de arma de fogo, o que coloca em risco a vida das pessoas e das empresas que contratam os serviços de empresas que atuam à margem da lei.

A prisão do vigilante aconteceu no bairro Cidade Nova, em um supermercado que contratou pessoas inaptas para a realização da atividade de serviços de segurança, após a verificação da atuação irregular da empresa e dos seguranças que estavam no estabelecimento. A segurança privada é uma atividade cuja prática somente pode ser exercida por profissionais capacitados, empregados em empresas que tenham autorização do Ministério da Justiça e da Polícia Federal para sua atuação. Sandro Moura comentou a ação da PF e destacou que empresas irregulares colocam a vida das pessoas em risco, por não terem a certificação para atuar, bem como não possuir profissionais qualificados para a atividade.

“A Polícia Federal merece os cumprimentos pela atuação eficaz no combate aos piratas que invadem o mercado de segurança privada. Esse tipo de serviço praticado por clandestinos é um risco para as pessoas e para toda a sociedade, por não ter garantia de eficácia na sua atuação, já que estão sem regulamentação para isso. Exercer a atividade de forma irregular é crime. A pessoa que contrata espera ter proteção, mas pode estar colocando elementos cuja vida não se tem conhecimento, por exemplo em termos de antecedentes criminais, além de não possuírem a capacitação física ou aptidão psicológica para lidar com a proteção patrimonial e de pessoas. Além disso, existe o risco de o armamento utilizado não ser registrado e ter sua origem de atividades ilegais. A segurança é uma atividade que exige muitos cuidados e critérios para seu exercício. Sem isso, a presuntiva proteção se torna um grande risco para todos, inclusive ameaçando a vida das pessoas”, disse o presidente.

De acordo com informações do Sindesp, no Brasil existem cerca de 2.500 empresas certificadas para atuar no mercado de segurança privada. Entretanto, o número de empresas irregulares pode ultrapassar as 10 mil. As empresas que atuam de forma ilegal não contribuem com a arrecadação de impostos, com a atuação de força suplementar da segurança pública e da proteção de bens e vidas. Haja vista, o grande número de pessoas assassinadas em ataques contra estabelecimentos que contratam empresas de segurança irregular.

O sindicato alerta que para o exercício da atividade de segurança privada, proteção pessoal, vigilância ostensiva e transporte de valores, é obrigatório que as empresas estejam regularizadas em diversos critérios. Para a atuação, as empresas elaboram um plano de segurança específico para cada contratante, nos quais constam o número de profissionais em atuação, o sistema de monitoramento eletrônico, tipo de alarme utilizado e ações específicas que garantam a proteção das vidas das pessoas e do patrimônio a ser resguardado. Sandro lembra que a função principal da segurança privada é proteger vidas.

“Investir em segurança é investir na sua proteção e sua defesa contra as ações criminosas. Atuamos com total sintonia com as forças armadas do estado, para garantir que todos sejam guarnecidos pela nossa atividade fundamental, que é proteger vidas, razão maior da existência das empresas”, afirmou Sandro Moura.

Por Márcio Rocha

FOTO: Assessoria

 

5 Comments

  • Deveriam fiscalizar os policiais que fazem bicos tirando a oportunidade do vigilante arrumar um emprego pois o policial só porque tá armado acha que sabe faser segurança mas eles são totalmente desqualificado e essa prática e crime

    • Amigo, oque ocorre é que não denunciam.
      Temos que nos juntar e denuciar. Ir nas delegacias da PF, e ainda entrar no site e denuciar na ouvidoria da PF.
      Também podemos denunciar na ouvidoria do Ministério da Fazenda. Pq além de tirarem nossas vagas ainda não pagam os impostos.
      Quando começar a chover denuncia. Vão ser obrigados a tomarem providências.

  • A PF tem que fazer um pente fino ak no PARANÁ pois tem muitos falsos vigilantes atuando na área sendo que eles não são capacitados para efetuarem os serviços de vigilançia e tirando os serviços de quem são capacitados pra estes tipos de trabalho tem q fazer uma varredura principalmente k no norte do Paraná,Arapongas,Apucarana,Londrina essas cidades estão precisando de uma boa varredura da PF em cima deste caso….

  • Eu trabalho de vigilante faz 17 anos eu nunca vim um fiscal da polícia federal no meus postos de trabalho acho eu quer vou mi aposentar e não vou ver esse policial trabalho

  • Temos que nos unirmos, e começarmos a denunciar. Nas delegacias e tbm nas ouvidorias.
    Tbm cabem denuncia na Receita Federal, pq geralmente são policiais ou agentes penitenciários fazendo bicos, e não são recolhidos os impostos.
    Quando todos começarem a fazer as denuncias, vão ser obrigados a fazerem algo, caso contrário estamos ferrados.
    Mês passado eu fiz três denuncias de PMs e agentes, fazendo bicos. E fiz na delegacia da PF, no site da PF (ouvidoria) e no site do Ministério da Fazenda (ouvidoria), com prazo para resposta de 60 dias.
    Vamos ver o que vai dar.

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