SEM CRISE “Governo de Sergipe – SETUR” gasta mais de R$ 23 milhões com consultoria e ocupação hoteleira cai para 50%

De 2016 a 2019 o Governo de Sergipe realizou diversos pagamentos a empresas de consultoria por meio da SETUR, que totalizam R$ 23.778.821,10. Deste total, R$ 460.900,00 foram pagos à Demacamp Planejamento Projeto e Consultoria, que fica localizado em Campinas – SP que no Google Maps mostra uma humilde casa, aparentemente em zona rural da cidade.

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SERGIPE – A equipe do NE Notícias fez um levantamento a partir do Portal da Transparência do Estado de Sergipe sobre os gastos da gestão com o turismo na capital sergipana.

De acordo com as informações descritas pelo Portal da Transparência de Sergipe, desde o ano de 2016 Governo realizou diversos pagamentos a empresas de consultoria por meio da Secretaria Estado do Turismo (SETUR), que totalizam R$ 23.778.821,10. Deste total, R$ 460.900,00 foram pagos à Demacamp Planejamento Projeto e Consultoria, que fica localizado na Rua Dirce Barbiere Gianese, 167, na Vila São João, em Campinas – SP, que uma pesquisa rápida no Google Maps mostra apenas uma humilde casa, aparentemente em zona rural da cidade.

Em Sergipe, a atividade gera 12 mil empregos, entre diretos e indiretos. Por ser capital e por sua estrutura hoteleira, Aracaju é o principal destino de turistas que visitam o estado. Depois da capital sergipana, apenas os Cânions do Xingó apresentam grande incidência de turistas. Os dois locais, um por ser capital e o outro por ter se adaptado com uma boa infraestrutura, são únicos quando se fala em turismo no estado, mas quem visita os principais pontos turísticos da capital sente falta da estrutura que fez Aracaju ser batizada como a “orla mais bonita do Brasil”.

No dia 15 deste mês, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Sergipe (ABIH-SE), esteve representada na Câmara Municipal de Aracaju para prestigiar a sessão especial “O poder do turismo e seu impacto econômico e social”.

A ABIH-SE apresentou um histórico comportamental crítico da hotelaria nos últimos três anos. Em 2015, houve uma taxa média de ocupação de 75%, com a diária de R$ 200,00. Em 2018, foram registradas 60% com uma diária no valor de R$ 160,00. Já este ano, a ocupação está em 50%, com a mesma diária aplicada ano passado. Foi observada uma queda nos índices ocupacionais, com um aumento nos custos e despesas.

A Associação registrou ainda que a falta de apoio público e investimento no turismo, somado aos problemas relacionados a diminuição das linhas aéreas e do fechamento do Centro de Convenções fez Sergipe sair da rota dos principais destinos do nordeste. Na páscoa deste ano, entre as 9 capitais do nordeste, Aracaju ficou apenas com a quinta colocação com uma taxa de procura de apenas 8,06%, segundo pesquisa do Viajanet.

Com belíssimas praias, Sergipe é conhecido apenas pela praia de Atalaia. Com a Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro, todas no litoral sul de Aracaju, além da Caueira, na cidade de Itaporanga d’Ajuda; Atalaia Nova, na Barra dos Coqueiros e Pirambu a trinta quilômetros ao Norte de Aracaju, que conta com uma base do Projeto Tamar, o potencial turístico neste segmento é gigantesco.

Muito além das belezas naturais e do turismo de aventura, Sergipe possui ainda potencial no turismo histórico e cultural com cidades como Laranjeiras e São Cristóvão, que preservam prédios históricos e museus que contam partes da história sergipana. O que falta para Sergipe crescer e voltar a rota do turismo no Nordeste?

 

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