Sergipe é destaque na geração de empregos nos pequenos negócios

Estado ocupa o 4°lugar, em termos relativos, entre aqueles que mais criaram vagas.

SERGIPE – Um levantamento realizado pelo Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revela que as micro e pequenas empresas (MPE) mais uma vez se consolidam como as maiores geradoras de postos de trabalho com carteira assinada em Sergipe.

Somente no ano passado foram criados 4.455 empregos formais nesse tipo de empreendimento, 233,7% a mais que o registrado em 2017, quando foram abertas 1.335 novas vagas. Os números levam o estado a ocupar a quarta colocação, em termos relativos, entre as unidades da federação que mais criaram empregos.

O dado ganha ainda mais importância quando comparado à situação presenciada nas médias e grandes empresas. Nesses locais, ao contrário das MPE, o saldo entre contratações e demissões no ano passado foi negativo, revelando a perda de 3.483 postos de trabalho. Em 2017 o cenário também foi preocupante, com o fechamento de 1.987 vagas.

Como micro e pequenos são considerados os empreendimentos com até 99 empregados nas indústrias de transformação e extrativa mineral, além da construção civil, e até 49 funcionários nos setores de comércio, serviços, agropecuária e serviços de utilidade pública. O Sebrae adota essa metodologia por não ser possível apurar o porte das empresas, com base nos dados do Caged, aplicando-se os critérios definidos na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (que leva em consideração o faturamento dos empreendimentos).

“ Os números sinalizam que a retomada dos empregos com carteira assinada está acontecendo primeiro nos primeiros negócios. Embora esteja ainda abaixo do desejado por todos, isso mostra uma melhora no cenário econômico, com o aumento da confiança por parte dos empresários e dos investimentos realizados por eles”, explica o superintendente do Sebrae em Sergipe, Paulo do Eirado.

Setores

O levantamento mostra que a construção civil foi o principal responsável pela abertura de novas vagas. Somente nesse setor foram gerados 2.058 empregos. Também merece destaque a área de serviços, que contribuiu com a criação de 1.860 postos de trabalho.

Outros segmentos que também registraram números positivos foram a indústria de transformação (453), agropecuária (277), serviços de utilidade pública (43) e indústria extrativa mineral (4). O destaque negativo ficou com o comércio, responsável pelo fechamento de 240 vagas com carteira assinada.

Os dados revelam ainda que somente em dois meses (maio e dezembro) o número de demissões superou o de contratações durante o ano de 2018. Por sua vez, novembro foi o período com o maior número de vagas abertas, com a criação de 1.228 postos de trabalho.

Por Wellington Amarante

FOTO: Assessoria

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