SES distribui aos municípios material de divulgação para fortalecer as ações de enfrentamento à hanseníase 

Ações de enfrentamento à hanseníase, doença infectocontagiosa e transmissível.

SERGIPE/SE – A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Diretoria de Vigilância em Saúde, iniciou nesta segunda-feira, 21, a entrega de material de divulgação, cartazes e panfletos, aos 75 municípios do estado de Sergipe para fortalecer as ações de enfrentamento à hanseníase, doença infectocontagiosa e transmissível, que acomete pele e nervos.

Além da divulgação a SES participará no dia 26 de janeiro de um evento que será realizado no município de Lagarto por médicos do Hospital Universitário, alunos da Liga de Dermatologia e profissionais da Secretaria Municipal de Lagarto, oportunidade em que serão examinadas pessoas que possuam manchas sugestivas à doença.

“Lagarto é um município que anualmente tem detecção de casos novos, então é um local que tem potencial para a realização dessa ação. O Janeiro Roxo é justamente para isso, sensibilizar e alertar a população sobre uma doença endêmica para o estado. E a ocorrência da doença em menores de 15 anos sinaliza que existe uma grande circulação”, explicou a diretora de Vigilância em Saúde da SES, Mércia Feitosa.

Em dezembro, profissionais médicos e enfermeiros foram capacitados prevendo a campanha Janeiro Roxo. “A premissa é diagnosticar, tratar e curar, essa é a tríade que hoje a gente trabalha. Diagnóstico precoce, tratamento oportuno como estratégias para o controle da hanseníase” disse Mércia.

De acordo com a referência técnica da hanseníase na SES, Betânia Baneo, a hanseníase é uma doença milenar que não está estagnada, é transmitida pela saliva por meio da tosse e até da fala, quando há um contato prolongado com a pessoa infectada.

“É importante que a população saiba que a hanseníase existe e que pode ser tratada e curada. A partir do momento que o paciente é tratado, a hanseníase já não passa mais. É importante também que as pessoas que têm manchas procurem a Unidade de Saúde para que a doença seja diagnosticada e tratada e que haja apoio da família e dos amigos, evitando o preconceito”, reforçou Betânia.

O coordenador de Vigilância Epidemiológica de Riachuelo, Henrique Douglas de Castro Santos, que esteve na SES para a retirada dos cartazes e panfletos, informou que ações no município já estão agendadas. Foi realizada uma reunião prévia com as enfermeiras das Unidades Básicas de Riachuelo que farão, na última semana de janeiro, em todas as unidades de saúde, uma ação chamada Sala de Espera.

“Nessa ação elas conversarão com os pacientes sobre a importância de prevenir a hanseníase, levando conhecimento sobre as manchas e sobre o próprio corpo e no dia 30 de janeiro vamos fazer também uma ação na Feira Municipal, onde ocorre uma entrega de cestas básicas e a gente vai aproveitar esse momento para montar um estande e divulgar mais sobre a hanseníase. Atualmente há um caso de paciente com hanseníase que está sendo tratado e nós não temos dificuldade para pegar medicamentos aqui no Estado. O paciente é acompanhado mensalmente pela equipe de saúde na família do município”, comentou Henrique.

FOTO: Flávia Pacheco – Por Assessoria

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