Zezinho faz discurso duro e lamenta ausência de colegas em votação de PL

O remédio para a solução dos problemas da previdência é amargo.

O alerta foi feito pelo deputado Zezinho Guimarães (MDB) durante Sessão Extraordinária realizada nesta quinta-feira, 3, para votar projeto que autoriza o Governo do Estado a ceder créditos decorrentes de royalties, participações especiais e compensações financeiras relacionadas a exploração de petróleo e gás natural, recursos hídricos e minerais para capitalização do Fundo Financeiro de Previdência do estado de Sergipe – FINANPREV/SE.

Em um discurso duro, o parlamentar lamentou que colegas tenham se ausentado num momento importante, na busca de soluções para atualizar os proventos de aposentados, pensionistas e reformados.

“Mais uma vez essa Casa demonstra responsabilidade, tanto com quem votará a favor, quanto os que votarão contra. Nós deputados estamos demonstrando responsabilidade com o que abraçamos. Não é fugindo dos problemas e se abstendo de estar presentes nas sessões quando convêm (para não ter desgastes perante a sociedade) que nós vamos resolver os problemas da previdência. Fico chocado quando vejo alguém se esconder dos problemas e depois querer dizer que a culpa é dos outros, pois estamos saindo do nosso recesso para mostrar responsabilidade ao contribuir com os aposentados, sabendo que não é definitivo. Lá atrás houve erros que não serão corrigidos. O que corrige são atitudes corretas, parcerias que deverão ser buscadas sejam com a Petrobras, com o Governo Federal, com o Canal de Xingó visando conseguir receitas para cobrir um problema que vem se desenhando ao longo dos anos”, acredita.

Alternativas

“Estamos hoje dizendo ao governador que esse é o caminho, embora saibamos que não é a solução. Estamos antecipando receitas de quatro anos de administração para poder fazer com que o Governo realize a sua obrigação de pagar senão em dia, com certa regularidade. O governador está buscando uma alternativa, pois temos hoje 32 mil 610 aposentados, pais de famílias que precisam sobreviver e esse número vai aumentar em aproximadamente 400 pessoas por ano. O nosso sistema de previdência tinha um pilar, que é o regime de repartição (para um aposentado, tem que ter ativos para sustentar). Anos atrás nós chegamos a ter quatro ativos para um inativo, hoje, 0,9 ativo para um inativo e vai agravar ainda mais a situação financeira do Estado se nós não encontrarmos soluções que estabilize. Todos nós sabemos que o remédio para a solução da previdência será amargo e não vai ser se escondendo ou querendo fazer jogo para a plateia, divulgando nas redes sociais que esta não é a solução”, afirma lembrando que somente a partir de 2032 a curva começa a descer.

Perfil

Sobre o perfil dos aposentados sergipanos, Zezinho Guimarães informou que de acordo com relatórios do Sergipeprevidência, os números mostram categorias que representam quase 65 por cento e o tempo de contribuição só dá 24 anos.

“Essas distorções precisam ser corrigidas daqui pra frente. Quero dizer aos aposentados, que esta Casa dará a sua contribuição sabendo que não é definitivo, mas paliativo”, finaliza.

FOTO: Jadilson Simões – Por Aldaci de Souza

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